A memória histórica da Capela de Santo Amaro de Atães, Vila Verde, já está compilada em livro, da autoria do professor Manuel Marques Afonso. Uma obra que «tem o mérito de fixar memórias num tempo em que não há tempo para nada», assinalou o apresentador do livro, o docente catedrático Ernesto Português, perante uma plateia cheia de cidadãos e convidados, esta tarde, no salão da Associação ‘Amigos de Atães’.
«Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida, a realização de um sonho», referiu o autor, numa cerimónia animada ainda pelo Grupo Coral de Atães e ‘Stella Matutina’, que marcou o ato com o Hino a Santo Amaro e um cântico de louvor entoado em tempos imemoriais pelos romeiros devotos ao santo.
As 223 páginas do livro, dividido em quatro capítulos, narram a história do espaço primitivo (datado de entre finais do século XVI, princípios do século XVII), a obra de reconstrução da capela (em 2000), a história do Santo Amaro e a documentação escrita e fotográfica que fazem a história daquele espaço de culto que «está no coração» do Povo de Atães.
Perante a importância histórica e de memória para a paróquia de Atães, Salvador Sousa, amigo do autor, desafiou a que fosse criada «uma Confraria, pois é uma forma de zelar e proteger este espaço».
O presidente de junta do Vade, Carlos Cação, quis «valorizar aqueles que dão de si em prol dos outros», vincando que «esta é uma história feliz e da excelente colaboração que existe entre todos».
A presidente de câmara, Júlia Fernandes, salientou a «obra para memória futura». De resto, usou o ‘lugar comum’: «Um Povo sem memória não tem um grande futuro!».
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