PAÍS –  Hugo Pires pede parecer sobre incompatibilidades devido ligações ao sector

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Hugo Pires pede parecer sobre incompatibilidades devido ligações ao sector

Hugo Pires, ex-vereador da Câmara de Braga, escolhido pelo PS para substituir Helena Roseta na coordenação do grupo de trabalho parlamentar sobre habitação, depois de esta se ter demitido, tem duas empresas ligadas ao sector imobiliário. O deputado diz que vai pedir um parecer para esclarecer se a sua actividade profissional é incompatível com o cargo que irá exercer.

A informação consta da declaração de interesses entregue pelo deputado à Assembleia da República, no início da legislatura, segundo a notícia avançada pelo DN.

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De acordo com o documento, Hugo Pires é proprietário e gerente de uma empresa de arquitectura, engenharia e construção, a CRIAT – o mesmo regista indica que Hugo Pires é agora gerente não remunerado, situação que teve início a 1 de Abril deste ano – e detentor de 50% de uma outra empresa, a CRIAT Imobiliária, especializada em “investimentos imobiliários”.

A CRIAT Imobiliária dedica-se à compra e venda de bens imobiliários, promoção imobiliária, o arrendamento de bens imobiliários e o alojamento para turistas, de acordo com o registo da empresa consultado pela publicação. Hugo Pires disse ao jornal que nunca se dedicou a estas duas últimas actividades, e que nem está no seu “horizonte profissional exercê-las”.

“A actividade imobiliária não é sobre o arrendamento de casas, não actuo nessa área. Solicitarei um parecer para ver se há ou não incompatibilidade. Não quero que haja aqui alguma confusão”, acrescentou ainda.

A deputada independente eleita pelas listas do PS, Helena Roseta, demitiu-se esta terça-feira da coordenação do grupo de trabalho para as áreas relacionadas com habitação denunciando “divergências graves” relativamente ao partido e ao Governo de António Costa

A demissão da arquitecta  foi consumada depois do adiamento da votação do pacote de habitação, um pedido feito pelo próprio grupo parlamentar socialista após perceber que não reunia os apoios necessários – desde a esquerda à direita – à respectiva aprovação.