O combate ao incêndio florestal que deflagrou na noite de quarta-feira em Valdosende, no concelho de Terras de Bouro, distrito de Braga, foi reforçado na manhã desta quinta-feira com a mobilização de quatro meios aéreos, num esforço acrescido das autoridades para conter as chamas.
No terreno encontravam-se 117 operacionais, apoiados por 32 veículos, integrados no dispositivo de combate coordenado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
O incêndio terá tido início por volta das 20h00 de quarta-feira, na zona do lugar do Assento, no centro da freguesia de Valdosende, estando as causas ainda por apurar. O fogo rapidamente se propagou a uma área de mato e floresta, obrigando a um combate prolongado durante a noite.
As operações noturnas decorreram em condições particularmente difíceis, devido à ausência de luz natural e à orografia acidentada do terreno, o que dificultou o ataque direto às frentes ativas. Ao longo da madrugada, mais de meia centena de bombeiros esteve envolvida nas operações de contenção.
No local estão mobilizados os Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro e várias corporações pertencentes à área de intervenção do Comando Sub-Regional do Cávado da ANEPC. O dispositivo foi igualmente reforçado com uma brigada do Comando Sub-Regional do Ave, composta por elementos dos corpos de bombeiros das Taipas, Guimarães e Vizela.
A operação conta ainda com a presença da Guarda Nacional Republicana (GNR), responsável pelo controlo de acessos e pela segurança no perímetro do incêndio, garantindo as condições necessárias ao trabalho das equipas de combate.
As prioridades no terreno passam pela consolidação das linhas de contenção e pela estabilização das frentes ativas, num incêndio que permanece sob vigilância permanente das autoridades.
As causas do fogo continuam por determinar e deverão ser alvo de investigação assim que a ocorrência se encontrar dominada.
Inserido na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, o concelho de Terras de Bouro apresenta características geográficas que frequentemente dificultam o combate a incêndios florestais, exigindo uma coordenação apertada entre meios terrestres e aéreos, sobretudo em situações de propagação rápida em zonas de relevo acentuado.



