O incêndio florestal que deflagrou ao final da tarde de quarta-feira na freguesia de Valdosende, concelho de Terras de Bouro, continuava ativo ao início da noite desta quinta-feira, mobilizando um forte dispositivo de combate composto por perto de 200 operacionais.
De acordo com os dados mais recentes da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, pelas 19h10 encontravam-se no teatro de operações 195 operacionais, apoiados por 56 veículos e sete meios aéreos, que têm desempenhado um papel determinante no combate às chamas ao longo do dia.
Os meios aéreos deverão, contudo, ser desmobilizados ao anoitecer, por razões de segurança operacional, ficando o combate ao incêndio entregue exclusivamente aos meios terrestres durante o período noturno.
O fogo lavra há cerca de 24 horas nas zonas de Chamadouro e Assento, em Valdosende, tendo deflagrado ao final da tarde de quarta-feira. Desde então, as chamas têm consumido áreas de mato e floresta, obrigando a um esforço contínuo dos bombeiros e restantes agentes de proteção civil.
Ao longo do dia, o dispositivo foi sendo reforçado face à complexidade do terreno e à persistência de vários focos ativos. As operações têm sido dificultadas pela orografia acidentada da região, característica da área envolvente ao Parque Nacional da Peneda-Gerês, onde o relevo e a densidade da vegetação constituem desafios acrescidos para os operacionais.
No combate ao incêndio estão empenhados bombeiros de diversas corporações dos comandos sub-regionais do Cávado e do Ave, elementos da Guarda Nacional Republicana e equipas de apoio especializado da Proteção Civil.
Até ao momento não há registo de vítimas nem de habitações diretamente ameaçadas, embora as autoridades mantenham uma vigilância permanente sobre a evolução do incêndio.
As causas da ignição permanecem desconhecidas e deverão ser apuradas pelas entidades competentes após a conclusão das operações e a estabilização do perímetro afetado.



