O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse esta quinta-feira que o país tem os meios necessários para combater os incêndios, mas salientou que não há “capacidade ilimitada” e que em momentos de crise é mais difícil fazer a gestão.
“Nós temos meios, agora nas situações de crise é sempre muito difícil fazer essa gestão, nós não temos capacidade ilimitada”, afirmou o líder do Governo, em Valpaços, onde foi questionado pelos jornalistas se faltam meios, nomeadamente aéreos, para o combate aos fogos.
Luís Montenegro realçou ainda que o país tem este “o maior dispositivo de sempre mobilizado e preparado para poder acorrer às múltiplas solicitações que, infelizmente, nos dias de maior adversidade meteorológica sempre acontecem”.
“Nós temos operacionais que precisam de descansar, de se movimentar no terreno, e temos também meios aéreos que respondem às necessidades que o sistema e todo o dispositivo necessita, mas que em horas de crise têm uma dificuldade de gestão maior”, afirmou.
O primeiro-ministro salientou que não é com um “estalar de dedos” que se resolve o problema dos fogos florestais, pedindo “serenidade” na análise a este fenómeno, sem “adensar a intranquilidade das populações”.
“Não vale a pena, por estes dias, estarmos concentrados em polemizar, quando temos de estar concentrados em combater e responder à prioridade máxima: fazer com que sejamos capazes de proteger as pessoas, as suas vidas, e depois o seu património”, vincou Luís Montenegro.



