INOVAÇÃO –  Investigadora da UMinho ganha bolsa do maior acelerador de partículas do mundo

INOVAÇÃO –
Investigadora da UMinho ganha bolsa do maior acelerador de partículas do mundo

Natural de Paredes de Coura, Ana Peixoto, aluna do doutoramento em Física nas universidades do Minho, Porto e Aveiro, é a primeira portuguesa a vencer uma bolsa ATLAS PhD Grant, que lhe permite investigar durante um ano no Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), na Suíça. A distinção foi entregue esta terça-feira, numa cerimónia realizada naquela entidade.

A também investigadora do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP Minho) mostrou-se “extremamente contente”, pois concorreram centenas de pessoas de todo o mundo às três bolsas ao dispor; as outras duas foram para alunos fora de Portugal.

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O CERN é o maior acelerador de partículas do mundo, onde se detectou em 2012 o bosão de Higgs, a partícula que confere massa às outras partículas. Ana Peixoto está na equipa internacional que agora quer aprofundar o conhecimento sobre o quark top, a partícula fundamental mais pesada que conhecemos e que só pode ser criada em aceleradores de partículas, como o Grande Colisionador de Hadrões no CERN.

Sabendo que o quark top se desintegra quase sempre da mesma forma, a observação de outros tipos de desintegração pode apontar para uma nova física, mudando o modo como deciframos o universo. Ana Peixoto vai focar-se nessas desintegrações raras do quark top, em concreto nos mecanismos que as poderiam originar e nas suas implicações para o conhecimento das partículas fundamentais.

Além da análise e da interpretação dos dados, a cientista aproveitará a estadia no CERN para efectuar trabalho técnico no detetor ATLAS.

Nascida em Paredes de Coura há 26 anos, Ana Peixoto fez a licenciatura e o mestrado em Física na UMinho, onde é agora orientada no doutoramento por Nuno Castro, do Departamento de Física.

A ATLAS PhD Grant visa estimular jovens doutorandos talentosos e motivados na experiência ATLAS, ao permitir-lhes aí trabalhar em estreita colaboração com mais de 3000 cientistas de 38 países.