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José Manuel Fernandes e as tarifas de Trump ao vinho europeu. ‘Fecham-se umas portas e abrem-se outras’

O ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, defendeu esta quinta-feira a “oportunidade” de “olhar para outros mercados”, como os países do Mercosul e o Canadá, tendo em conta as tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos da União Europeia, nomeadamente o vinho.

“Fecham-se umas portas e abrem-se outras”, disse o ministro, esta quinta-feira, em Braga, em declarações aos jornalistas à margem da sessão de abertura da 57ª edição da AGRO – Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação, que decorre até domingo no Forum Braga.

José Manuel Fernandes apontou especificamente ao Mercado Comum do Sul (Mercosul), que integra Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, e que considerou como sendo “muito importante” por ter “muitos milhões” de consumidores. O governante focou ainda o Canadá como outra “boa solução”.

“Portugal é um país de 10 milhões de pessoas, mas que está integrado num território de 400 milhões, que é a Europa”, vincou o ministro, que considerou que o próprio continente europeu terá de “reinventar” as suas relações comerciais e “olhar para outros mercados”.

Esta quinta-feira, o presidente da ViniPortugal manifestou a sua preocupação face às tarifas impostas por Donald Trump, antevendo a redução das exportações e do aumento do preço do vinho, com uma possível descida do consumo.

“Qualquer tipo de barreira comercial é naturalmente prejudicial para o negócio. Isto vai levar a uma redução das nossas exportações e necessariamente, irá levar a um aumento do preço médio dos vinhos ao consumidor, o que também pode reduzir o consumo”, lamentou Frederico Falcão, em declarações à Rádio Renascença.

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