O Presidente da República considerou esta sexta-feira que o maior problema na gestão da atual crise provocada pelo mau tempo tem sido a comunicação, rejeitando a ideia de que tenha existido um atraso significativo na mobilização das Forças Armadas.
Em declarações aos jornalistas, durante uma visita ao Cartaxo, Marcelo Rebelo de Sousa comentou a notícia avançada pelo jornal Expresso, segundo a qual os militares só teriam entrado em prontidão uma semana após a intempérie. O chefe de Estado afirmou ter dúvidas quanto a essa informação, apontando a falhas na comunicação institucional como origem da perceção pública.
“Eu acho que mais uma vez é um problema de comunicação”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa. “Fui para o terreno no dia 30 e nesse dia já citei comunicados das Forças Armadas e falei sobre o que estava em prontidão nesse dia”, acrescentou.
O Presidente sublinhou que a ausência de um porta-voz único e a divulgação de comunicados pouco conhecidos terão contribuído para a ideia de que os militares não estavam envolvidos nas operações. “O facto de não haver um porta-voz e haver comunicados que não eram conhecidos levou à interpretação de que as Forças Armadas não estavam no terreno”, explicou.
Marcelo Rebelo de Sousa defendeu, assim, que a resposta operacional existiu desde fases iniciais, mas reconheceu que a articulação e a clareza da informação transmitida à população falharam, condicionando a perceção pública sobre a atuação das entidades responsáveis.
As declarações surgem num contexto de críticas à gestão da crise meteorológica, que provocou danos significativos em várias regiões do país e levou à mobilização de diversos meios de emergência e proteção civil.
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