Primeiro-ministro afirma que o Serviço Nacional de Saúde não vive uma situação caótica e sublinha melhorias nos tempos de resposta, embora reconheça que ainda há margem para evoluir.
O primeiro-ministro atribuiu, esta segunda-feira, a “perceções” o retrato atual do Serviço Nacional de Saúde (SNS), rejeitando a ideia de uma crise permanente no setor. Luís Montenegro falava durante a cerimónia de inauguração da nova sede da Direção Executiva do SNS, no Porto.
“Somos todos os dias confrontados com uma perceção de problemas e de crise permanente do SNS. Felizmente para todos nós isso não é a realidade”, afirmou o chefe do Governo, num discurso em que procurou traçar um balanço recente do funcionamento do sistema de saúde.
Segundo Luís Montenegro, os indicadores mostram uma evolução positiva, nomeadamente ao nível dos tempos de espera. “Os tempos de espera no SNS são os mais baixos dos últimos cinco anos, os melhores. Não há motivos para dizer que vivemos uma situação caótica porque não vivemos”, sublinhou.
Apesar do tom otimista, o primeiro-ministro deixou claro que o Governo não está satisfeito com os resultados alcançados. “Não é motivo para estarmos satisfeitos, porque podemos melhorar ainda mais”, garantiu, defendendo a continuidade das reformas e do investimento no setor.
A intervenção, com cerca de 30 minutos, contou com a presença da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, entre outros responsáveis, embora esta não tenha usado da palavra durante a cerimónia.
No final do evento, Luís Montenegro abandonou o local em passo apressado, dirigindo-se ao carro oficial sem prestar declarações à comunicação social.



