Moradores de Pico São Cristóvão, em Vila Verde, alertaram esta sexta-feira para a acumulação de lixo nos contentores de lixo e ecopontos localizados junto do cemitério paroquial, o que provoca “cheiros nauseabundos” intensificados pelo calor. A Câmara Municipal já tinha alertado para eventuais “transtornos”, nestes primeiros dias do mês, tendo em conta a existência de um novo operador, que iniciou funções no dia 01 de julho.
De acordo com uma denúncia enviada ao jornal “O Vilaverdense”, naquela zona de Pico São Cristóvão, “a recolha de lixo não é efetuada há mais de uma semana”, o que faz com que “haja lixo por todo o lado” e um “cheiro nauseabundo”.
“A empresa Luságua passou a assumir, esta semana, o serviço de recolha de resíduos sólidos urbanos no concelho de Vila Verde. Ao longo destes primeiros dias, as mudanças e entrada de novas equipas têm provocado alterações no normal funcionamento do serviço previsto. Os constrangimentos deverão estar ultrapassados no arranque da próxima semana, altura em que entrarão em funcionamento os novos circuitos e o calendário das rotas assumidos no contrato de concessão do serviço”, refere um comunicado do município.
Segundo a autarquia, “ao longo desta semana, as equipas da Luságua estão a dar prioridade à recuperação da acumulação de lixo que se verificou com a mudança de empresas no serviço de recolha, estando simultaneamente a proceder ao reconhecimento e otimização dos circuitos”.
Com a nova concessão, adjudicada pelo município no âmbito de um concurso internacional e que passa a vigorar por um prazo de 10 anos, a partir de segunda-feira vão ser reforçados e ampliados os circuitos.
O serviço passa a chegar a novas áreas que anteriormente não estavam cobertas, tendo também sido alterados em alguns casos os dias de recolha do lixo. Foi também reforçada a frequência das recolhas de lixos em zonas do concelho onde se tem verificado maior pressão urbanística. Freguesias rurais que tinham apenas uma recolha semanal passaram a ser servidas bissemanalmente.
“Entretanto, neste período de adaptação por parte das equipas da nova empresa que assume o serviço, há transtornos e entropias que podem acontecer no início de qualquer processo, sempre que há alterações, mudanças estruturais de serviços ou a implementação de novos projetos que visam uma significativa melhoria para as populações”, admite.
Por isso, “o município apela à compreensão e à colaboração da população e de todos os parceiros locais, face a falhas que possam surgir, apesar de todos os esforços e do reforço excecional de recursos que vão continuar a ser feitos de forma a minorar constrangimentos ou anomalias operacionais”.
As informações sobre as alterações e mudanças no serviço serão comunicadas às populações, através da colaboração com as Juntas de Freguesia.



