BRAGA – Névoa continua a gerir a Bragaparques. Processo de destituição imediata não avançou

BRAGA –
Névoa continua a gerir a Bragaparques. Processo de destituição imediata não avançou

O administrador da Bragaparques, Domingos Névoa, alvo de um processo judicial de destituição do cargo por parte de uma sócia da firma, vai continuar a gerir a empresa de parques de estacionamento até à decisão da acção principal.

O juiz do Tribunal de Comércio de Famalicão titular do processo rejeitou, esta segunda-feira, dar andamento a uma providência cautelar interposta por Fernanda Serino, mulher de outro sócio, Manuel Rodrigues, visando impedi-lo, de imediato, de gerir a firma, e decidiu que a acção avança, mas com a contestação e audição do demandado e suas testemunhas.

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Adiou, assim, sine die, a discussão da providência cautelar, dando tempo para que Domingos Névoa se possa defender.

Manuel Rodrigues  e mulher, que têm 50 por cento na sociedade, não concordaram com as contas apresentadas dia 8 em assembleia geral, discordando, em especial, de uma alegada retirada da empresa de 700 mil euros por parte de Névoa. E avançaram com um pedido de destituição.

A este propósito, fonte próxima de Domingos Névoa explicou que o dinheiro saído correspondia a empréstimos pessoais feitos à firma, devidamente contabilizados e documentados, frisando que, “como Manuel Rodrigues tem o compromisso imediato de comprar os 50% de Névoa, ficando com a sociedade, não faria sentido deixar dinheiro emprestado”.

Em Janeiro, e no quadro de um acordo sobre a posse da empresa (e que abrangeu um total de 20 firmas do grupo Rodrigues & Névoa), terminou o prazo para que Manuel Rodrigues pagasse os 105 milhões de euros que ofereceu pela quota do sócio. Névoa propôs, apenas, 65 milhões. Para que tal fosse possível, Domingos Névoa resolveu, enquanto administrador da Bragaparques, um diferendo judicial existente na empresa, e o prazo de pagamento foi dilatado até ao fim de Março.

Desde então, Manuel Rodrigues não pagou, o que levou Névoa a dar-lhe uma semana para o fazer, prazo que termina sexta-feira. Se não o fizer, será accionada a clausula que permite a Névoa comprar por 65 milhões. A mesma fonte disse que, o mais provável é que Rodrigues não aceite os 65 milhões, o que dará origem a novo processo judicial.