A Venezuela voltou a ser atingida por um sismo, desta vez de magnitude 4,6, na manhã desta segunda-feira, aumentando a preocupação numa região que continua a enfrentar as consequências dos dois fortes terramotos registados na passada quarta-feira. O epicentro localizou-se em Caraballeda, no estado de La Guaira, a menos de 20 minutos da capital regional, uma das zonas mais devastadas pela catástrofe.
O novo abalo foi sentido quando prosseguem as operações internacionais de busca e salvamento, numa altura em que as equipas procuram ainda sobreviventes sob os escombros. As réplicas têm dificultado os trabalhos de resgate e mantêm milhares de pessoas em situação de alerta permanente.
Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português atualizou o balanço relativo à comunidade portuguesa afetada pela tragédia. O número de portugueses e lusodescendentes desaparecidos ou incontactáveis aumentou para 89, mais seis do que no balanço anterior. Mantém-se igualmente a confirmação de 53 vítimas mortais entre cidadãos portugueses e lusodescendentes, oito das quais crianças.
No plano geral, as autoridades venezuelanas contabilizam pelo menos 1.450 mortos, mais de 3.100 feridos e dezenas de milhares de desaparecidos, enquanto prosseguem as operações de socorro com o apoio de equipas internacionais. Especialistas alertam que o número de vítimas poderá continuar a aumentar à medida que avançam os trabalhos de remoção de escombros.
A região de La Guaira, onde se localiza Caraballeda e reside uma significativa comunidade portuguesa e lusodescendente, continua a concentrar grande parte das operações de emergência, sendo considerada o epicentro da destruição provocada pelos dois sismos de elevada magnitude que atingiram o país na passada semana.



