O número de cidadãos portugueses desaparecidos ou incontactáveis na Venezuela na sequência dos sismos registados na passada quarta-feira subiu para 89, segundo o mais recente balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Entre os desaparecidos encontram-se 52 homens e 37 mulheres.
De acordo com os dados atualizados, o número de vítimas mortais portuguesas ou lusodescendentes ascende a 53, incluindo oito crianças.
Os sismos, ocorridos a 24 de junho, provocaram uma das maiores catástrofes recentes no país, com um balanço global de pelo menos 1.450 mortos e 3.150 feridos, segundo as autoridades venezuelanas. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima, entretanto, que mais de 50 mil pessoas estejam desaparecidas na sequência da tragédia.
Os abalos sísmicos, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de intervalo, a cerca de 200 quilómetros da capital Caracas, sendo seguidos por mais de duas dezenas de réplicas, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
As regiões de La Guaira e Caracas estão entre as mais afetadas, com dezenas de edifícios destruídos ou severamente danificados.
No terreno, vários países, incluindo Portugal e Estados-membros da União Europeia, mobilizaram equipas de busca e salvamento. A missão portuguesa encontra-se sediada em Catia la Mar, na região de La Guaira, onde reside uma significativa comunidade portuguesa e lusodescendente.
As operações de resgate prosseguem em condições difíceis, com as autoridades a priorizarem a localização de sobreviventes entre os escombros e a consolidação do apoio humanitário às populações afetadas.



