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«O regadio tem uma importância capital para o desenvolvimento agrícola de Portugal»

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Está concluída a primeira fase da obra projectada no regadio de Cabanelas – Sabariz. Na manhã desta sexta-feira foi inaugurada a estação elevatória e a obra de modernização da respectiva rede de rega, num momento que contou com a presença da Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes. «Uma obra desejada por muitos e uma necessidade», sublinhou.

Na sua globalidade, o projecto de modernização do aproveitamento hidroagrícola Sabariz-Cabanelas está integrado no Programa Nacional de Regadios e representa 8,12 milhões de euros de investimento, contemplando, para além da estação elevatória, a construção do Bloco de Rega de Cabanelas (com cerca de 327ha de área de intervenção), a reabilitação de caminhos (10,4km) e o melhoramento da rede de drenagem (3,2km).

A inauguração contou ainda com a presença de Rogério Lima Ferreira, da Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento, da Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Fernandes, e Fernando Xavier, Presidente da Associação de Beneficiários do Regadio de Cabanelas-Sabariz.

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«OBRA DESEJADA POR MUITOS E UMA NECESSIDADE»

Durante a sua intervenção, a Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, sublinhou que «em Dezembro de 2019, quando cá estive – após tomar posse nestas funções – a emoção era grande em lançar esta empreitada, que muitos não acreditavam que iríamos conseguir concretizar. É uma obra desejada por muitos e uma necessidade. São mais de oito milhões de euros de investimento».

«O Regadio, independentemente de ser feito no Norte ou no Sul do País, tem uma importância capital para o desenvolvimento agrícola de Portugal», disse, acrescentando, «precisamos de ter bons sistemas colectivos de regadio, de emparcelar e queremos continuar a apostar num regadio colectivo. Temos previsto no programa nacional de investimentos 20/30 alocar 750 milhões de euros para continuar a investir no regadio sustentável colectivo. Metade para novos regadios e a outra metade para melhorar os existentes». 

«É PRECISO FAZER COM QUE OS AGRICULTORES ADIRAM A ESTE SISTEMA»

Antes de terminar, a Ministra da Agricultura destacou: «É preciso fazer com os agricultores adiram a este sistema. Só podemos continuar se houver adesão. Estamos convictos que a agricultura é um sector económico capaz de se adaptar, resiliente e mostrou isso mesmo durante a pandemia».

«MATRIZ DA IMPORTÂNCIA DE EMPARCELAR ESTAVA CÁ»

Já Rogério Lima Ferreira, da Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento, afirmou que após «mergulhar na história em relação a este projecto», encontrou, «na década de 70, uma visão para este território. Já existia aquilo que era uma visão do emparcelamento, que é hoje uma realidade face à nossa malha predial. A matriz da importância de emparcelar estava cá».

«Estamos em condições de dizer que renasce o projecto. Mais de 300 hectares de área que podemos trabalhar, mais de 20km de extensão de conduta e cerca de 100 agricultores interessados em trabalhar aqui. Acabamos o investimento em cerca de 5 M de euros nesta primeira fase da rede de rega e estação elevatória e estamos a trabalhar para que no próximo ano estejamos em condições de fechar a rede viária e a rede de drenagem e assim possamos, em conjunto com a Câmara, através da cedência do terreno, conseguir também construir a sede da Associação», frisou.

A concluir, Rogério Lima Ferreira atirou que «são muitos desafios que aqui temos pela frente, com um bem público para gerir num investimento de cerca de sete milhões que queremos que gere riqueza. O grande desafio passará por dinamizar a utilização a 100% deste empreendimento, criar redes de conhecimento para este território, criar a adesão a novas culturas e não menos importante estimular as redes de consumo locais e organização da produção».

«HOMENAGEM À AGRICULTURA E AOS AGRICULTORES»

Usando também da palavra, a Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Fernandes, referiu, sobre o momento, que este se trata de «uma homenagem à agricultura e aos agricultores».

«É extraordinário para os nossos agricultores e para o apoio à nossa agricultura. Penso que será cada vez mais uma tarefa de todos valorizar esta área e temos assistido, nos últimos tempos, a excelentes investimentos no concelho em termos agrícolas, nomeadamente com jovens agricultores e investimentos como os pequenos frutos, que têm conseguido crescer. Percebemos que a qualidade das nossas terras, clima e ambiente são muito favoráveis a determinados tipos de agricultura», enalteceu Júlia Fernandes.

Sobre o investimento, a Presidente de Câmara sublinhou que este é «excelente» no «apoio aos agricultores, que aqui terão muito mais facilidade para que as culturas sejam mais produtivas e se desenvolvam cada vez mais neste território».

PLANO DIRECTOR AGRÍCOLA

A autarca abordou ainda a questão do Plano Director Municipal, que será apresentado no próximo ano.

«No próximo ano vamos avançar com o Plano Director Agricola, apoiado pela ATAHCA, CAVIVER e todas as instituições que queiram colaborar. Será um instrumento excepcional e piloto para conseguirmos apurar que culturas podemos colocar em que tipo de territórios, em que tipo de solo e o que será melhor para o nosso concelho».

«DIA D PARA O EMPREENDIMENTO HIDROAGRÍCOLA DAS NOSSAS FREGUESIAS»

De notar ainda foi a presença de Fernando Xavier, Presidente da Associação de Beneficiários do Regadio de Cabanelas-Sabariz, que classificou o momento como um «dia D» para o empreendimento hidroagrícola das freguesias onde este está instalado.

«Há 30 anos tínhamos um abandono na nossa agricultura (SAU) em cerca de 60% e hoje, depois de constatarmos, temos sensivelmente 1% ou 2%. Isto Temos uma grande procura da área agrícola, depois do pré anúncio do projecto (há 21/22 anos), de melhoramento deste empreendimento», começou por dizer, acrescentando, «para nós, agricultores, esta obra representa uma grande vantagem e uma grande melhoria nas nossas vidas. É tempo de seguir pela agricultura de precisão e nós também queremos ser fomentadores da ecologia».

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