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O valor de uma prescrição médica

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Por Cátia Silva
Médica USF Prado

O pedido de uma nova receita, ou prescrição, é um gesto tão simples e natural que nos faz esquecer tudo o que nela fica dedicado. Fica oculto, todo o trabalho que obrigou para podermos chegar a este simples procedimento.

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Este gesto, que se resume simples, implica uma formação de cerca de 10 anos, revisão do processo clínico, avaliação de alergias, paciência e tempo de uma equipa, e um espaço para este fim.

Mas não podemos esquecer que cada receita é uma nova responsabilidade, um novo compromisso com cada utente. Um renovar do compromisso Hipocrático  Primum non nocere (primeiro não fazer mal). Idealmente, este pedido deveria ser feito apenas em consulta presencial e após (re)avaliação clínica, e apenas deixar “ficar o pedido de receita” para as situações inesperadas (ex.: doença aguda).

Neste tipo de pedidos, geralmente e de forma a garantir segurança do utente, são apenas prescritos os medicamentos crónicos.

Quando um utente deixa um pedido de receita de produtos que não fazem parte da sua medicação crónica, a sua prescrição poderia abrir um novo risco (ex.: de interação de medicamentos), promover a automedicação (com administração de medicamentos que nem sempre são os mais adequados e seguros para a situação clínica, bem como promover o consumo de medicação para resolução de todos os problemas (quando alguns se podem corrigir com alterações nas rotinas diárias).

Assim, PARA SUA SEGURANÇA:

  • tome apenas os medicamentos recomendados pelo médico que o avaliou,
  • Tome de acordo com as recomendações (dose, intervalos e duração)
  • peça receita para a medicação necessária para a resolução do problema, ou até nova avaliação
  • Se precisa de nova receita, diga quais os medicamentos em falta
  • Tenha os seus documentos de saúde em local organizado e de fácil acesso
  • Avise os seus familiares onde estão estes documentos
  • Leve sempre a lista, receita ou caixas da medicação crónica à consulta
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