A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve oito pessoas por suspeita da prática do crime de incêndio florestal durante a última semana, no âmbito das operações de prevenção e combate à criminalidade realizadas em todo o território nacional.
O balanço operacional, referente ao período entre 17 e 23 de julho, revela que a GNR efetuou um total de 533 detenções em flagrante delito, sendo os oito detidos por incêndio florestal um dos principais destaques, numa fase em que o país enfrenta um elevado risco de incêndios rurais devido às condições meteorológicas.
Entre as restantes detenções efetuadas, a Guarda registou 203 por condução sob o efeito do álcool, 96 por condução sem habilitação legal, 63 por tráfico de estupefacientes, 27 por furto e roubo, 13 por posse ilegal de armas ou armas proibidas e 11 por violência doméstica.
No mesmo período, a GNR apreendeu mais de 81 mil doses de haxixe, 2.244,65 doses de cocaína, 195,6 doses de MDMA, 189,088 doses de liamba, 81,5 doses de heroína e nove pés de canábis. O balanço inclui ainda a apreensão de 24 armas de fogo, 11 armas brancas ou proibidas, 144 munições, 46 veículos, cinco embarcações, 609 artigos contrafeitos e 7.770 euros em numerário.
No âmbito da fiscalização rodoviária, os militares detetaram 7.121 infrações. As mais frequentes foram 1.279 excessos de velocidade, 1.038 infrações por falta de inspeção periódica obrigatória, 333 por condução com taxa de álcool no sangue superior ao limite legal, 291 por falta de seguro de responsabilidade civil, 275 relacionadas com anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização, 247 referentes a tacógrafos, 211 por utilização indevida do telemóvel durante a condução e 195 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança ou dos sistemas de retenção para crianças.
A GNR salienta que estas operações integram a atividade operacional diária da força de segurança, com especial incidência na prevenção e combate à criminalidade, na fiscalização rodoviária e na proteção da floresta contra incêndios, apelando à adoção de comportamentos responsáveis num período particularmente crítico para o risco de fogos rurais.



