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Orçamento para 2022 e GOP’s para 2022/2026 aprovados em Assembleia Municipal

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A Assembleia Municipal de Vila Verde aprovou esta sexta-feira por maioria – com quatro votos contra e nove abstenções – os documentos relativos ao Orçamento para 2022 e Grandes Opções do Plano para 2022/2026. «Documento dinâmico e enquadrador da acção municipal e das opções estratégicas perspectivadas para o desenvolvimento do território concelhio para os próximos cinco anos», destacou a Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Fernandes.

A sessão, que voltou a decorrer no Salão Nobre dos Paços do Concelho, foi a primeira do actual mandato, tendo-se observado muitas caras novas no auditório.

Na apresentação do ponto, Júlia Fernandes abordou algumas das áreas em que documento incide, entre as quais o saneamento, o abastecimento de água, o investimento em infraestruturas e equipamentos, a educação, a rede viária, o ambiente, a transição digital, destacando, contudo, «dois pilares» em que este tem uma forte “presença”, o «pilar social e o pilar económico».

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Também a recuperação económica e o aproveitamento dos fundos comunitários mereceu destaque na intervenção da Presidente de Câmara, classificando o documento como «dinâmico», podendo este passar a «incorporar» outras apostas e sendo assim «alterado».

«Completo, ambicioso, exequível e que que pretendemos cumprir», por forma a «conseguir um território mais atractivo, mais moderno, mais competitivo e mais solidário e inclusivo, que seja para todos os vilaverdenses e que proporcione mais qualidade de vida para os que cá vivem», referiu a autarca. 

«Assumimos o compromisso de que orçamento é uma proposta que será cumprida e articulada entre todos», vincou.

O primeiro “novo” rosto notado na Assembleia Municipal de Vila Verde foi o deputado do Bloco de Esquerda, Ricardo Cerqueira, que entre vários temas centrou as atenções no combate às alterações climáticas, uma área que considera que «não tem o enfoque suficiente».

«Os munícipes têm de beneficiar dos espaços verdes, que é também algo que potencia turismo. Os serviços públicos têm de dar resposta para a sustentabilidade, para que permita aos nossos filhos um futuro tão alegre quanto o nosso», disse.

Uma outra “novidade” no auditório foi o deputado do CHEGA, José Luís Moreira, que justificou o voto “contra” do partido pelo Orçamento «não servir verdadeiramente os interesses da população, sobretudo das freguesias mais isoladas. Há zonas mais carenciadas que irão continuar da mesma forma», denotou.

«O CHEGA votou contra e não quer dizer com isto que não haja propostas viáveis e que possam fazer com que Vila Verde evolua e progrida», atirou, prosseguindo, «há mais de 20 anos que o PSD promete sucessivamente e o que verificamos é que os resultados são quase sempre os mesmos, ou seja, permanece quase tudo igual».

Focando vários assuntos, quer seja em torno das vias de comunicação ou da necessidade da criação de um pólo industrial na zona norte do concelho, José Luís Moreira realçou ainda que o orçamento deveria ser «mais ambicioso», de maneira a «criar condições para a fixação dos jovens».

«Caso contrário, teremos um concelho completamente envelhecido. Sem jovens, o futuro está comprometido», concluiu.

Seguiu-se a intervenção de Aires Fumega, da bancada socialista, que começou por frisar que o Orçamento é um «documento que se baseia num conjunto de intenções». «Más ou boas é difícil dizer, só quando forem apresentadas as contas», afirmou.

«Foi aprovado antes em reunião de câmara, viajou escassos metros e voltará a viajar nas reuniões de câmara, como é apanágio nesta casa, sofrendo inúmeras alterações», sublinhou.

Aires Fumega revelou também ser «importante um maior rigor e maior transparência na gestão dos dinheiros públicos e que se troquem os fatos por medida por outros mais do tipo “pronto-a-vestir”. Esperamos que para o bem do município e dos vilaverdenses a mudança seja francamente positiva».

Do lado social-democrata surgiram Susana Silva e Manuel Barros, este último que regressa à vida política concelhia.

No que toca a Susana Silva, a deputada destacou que «numa visão mais global, estes documentos espelham claramente uma estratégia de desenvolvimento e de investimento essencial, sem comprometer o rigor e a necessidade de equilíbrio orçamental. Numa leitura mais transversal, verificamos que no ano de 2022 a estratégia do município se centra na promoção da atractividade do concelho, dirigida às pessoas e às suas reais necessidades. Os números falam por si de forma indubitável. As prioridades são as pessoas e a melhoria contínua das suas condições de vida».

«É um documento rigoroso, de contenção e rigor financeiro e, ao mesmo tempo, capaz de responder aos desafios e às necessidades do concelho», notou.

Ainda antes da votação, subiu ao púlpito Manuel Barros, que na linha da intervenção anterior e “ecoando” algumas palavras utilizadas por Júlia Fernandes, reforçou que o documento contempla «investimentos estruturantes». 

«É sem dúvida uma grande aposta e uma estratégia delineada para o desenvolvimento do concelho», atirou, acrescentando, que este permitirá «mais proximidade e qualidade de vida, dois princípios simples e objectivos que contribuem para atrair e fixar pessoas e empresas».

Manuel Barros lembrou também o assunto em torno do plano director agrícola. «Portugal também é um país agrícola, algo que não vamos abandonar de forma nenhuma. A agricultura é um sector estratégico pelo qual vai passar o futuro do nosso concelho».

Mais desenvolvimentos na edição impressa de Janeiro de 2022.

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