O bastonário da Ordem dos Engenheiros manifestou apoio à decisão do Governo de mandar vistoriar todas as obras de arte e infraestruturas críticas do país, sublinhando que a medida é legítima quando está em causa a segurança das populações.
O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando de Almeida Santos, concorda com a iniciativa do Governo de promover uma vistoria generalizada às infraestruturas rodoviárias e pontes em todo o território nacional, na sequência dos vários incidentes registados devido às condições meteorológicas adversas.
“Quando se tratar de vidas de pessoas é perfeitamente aceitável”, afirmou o responsável, considerando a medida adequada num contexto de risco acrescido para estruturas sujeitas a fenómenos extremos, como chuva intensa, ventos fortes e cheias.
Apesar de apoiar a iniciativa governamental, Fernando de Almeida Santos afastou cenários de alarme, salientando que as principais infraestruturas do país são alvo de inspeções regulares. Segundo o bastonário, existe um sistema de monitorização técnica que permite acompanhar o estado de conservação das obras de arte mais relevantes, nomeadamente pontes e viadutos.
A decisão do Executivo surge após a ocorrência de diversos episódios de instabilidade estrutural associados ao mau tempo, que levantaram preocupações quanto à segurança das vias de comunicação e das infraestruturas críticas.
Quanto ao prazo para a realização das vistorias, o bastonário explicou que este dependerá do número de locais a inspecionar e dos meios humanos e técnicos disponíveis para o efeito.
“O tempo necessário vai variar consoante a dimensão da operação e os recursos mobilizados”, referiu.
Fernando de Almeida Santos defendeu ainda a necessidade de uma estratégia preventiva sustentada, sugerindo a criação de um orçamento específico destinado a inspeções periódicas e intervenções de manutenção. Na sua perspetiva, o investimento contínuo em vistorias e obras de conservação constitui uma medida essencial para evitar situações de colapso estrutural e minimizar o risco de catástrofes.
A Ordem dos Engenheiros considera que a avaliação sistemática das infraestruturas deve ser encarada como uma prioridade de segurança pública, sobretudo num contexto de agravamento dos fenómenos meteorológicos extremos associados às alterações climáticas.



