António José Seguro realizou esta segunda-feira a sua primeira deslocação ao terreno após a eleição, visitando várias localidades afetadas pelo mau tempo no Baixo Mondego, num périplo iniciado em Montemor-o-Velho e concluído em Coimbra. Ao longo da visita, acompanhou os trabalhos das autarquias e ouviu as preocupações das populações, sem prestar declarações aos jornalistas.
Depois de ter passado a semana no gabinete do Palácio de Queluz, onde manteve contactos institucionais com autarcas, Seguro esteve cerca de seis horas no terreno, afirmando que o objetivo era “ouvir as pessoas e recolher informação”.
A visita começou em Montemor-o-Velho, passando pelas freguesias de Pereira e Ereira, acompanhado pelo presidente da câmara local. Na vila de Pereira, à chegada ao Celeiro dos Duques de Aveiro, ouviu apelos de moradores para que fossem encontradas soluções para os prejuízos provocados pelas cheias.
Na freguesia de Ereira, isolada há duas semanas, atravessou o leito de cheia num transporte dos fuzileiros, visitou um lar de idosos, almoçou na associação local e percorreu algumas ruas onde o nível da água já começou a baixar. Durante o percurso, pediu informações sobre o estado das infraestruturas e as inspeções realizadas aos diques, sublinhando que “a segurança das pessoas tem de ser garantida” e que “o Estado tem de assumir essa responsabilidade”.
O périplo terminou em Coimbra, onde se reuniu com a presidente da câmara, Ana Abrunhosa, e visitou zonas com danos e risco de derrocada. Embora tenha recusado declarações aos jornalistas, em conversa com moradores garantiu que não quer que a situação saia da agenda política.
Já Ana Abrunhosa agradeceu a presença do presidente eleito, mas defendeu que as autarquias precisam sobretudo de apoio efetivo. “Não precisamos de colinho, precisamos de medidas”, afirmou.
A deslocação ocorreu no dia seguinte ao reforço da vitória de Seguro nas eleições presidenciais, tendo vencido em todos os concelhos onde a votação fora adiada devido ao mau tempo. O presidente eleito obteve mais de 3,5 milhões de votos, um recorde, sendo o mais votado em 306 dos 308 concelhos, segundo resultados provisórios.
Seguro sucede a Marcelo Rebelo de Sousa e tomará posse no próximo dia 9 de março.



