O PAN anunciou esta terça-feira que não irá apoiar qualquer candidato na primeira volta das eleições presidenciais de janeiro de 2026, optando por dar liberdade de voto aos seus filiados.
A decisão, divulgada em comunicado, surge num “contexto marcado por uma profunda fragmentação do eleitorado”, no qual o elevado número de candidaturas reflete, segundo o partido, “a ausência de uma proposta política clara e amplamente mobilizadora” alinhada com os seus valores.
De acordo com o PAN, nenhuma das candidaturas atualmente apresentadas reúne “de forma consistente” compromissos firmes com a justiça social, a proteção dos animais, os direitos humanos e a sustentabilidade ambiental — pilares centrais da ação política do partido. Perante este cenário, a estrutura partidária concluiu que não existe, nesta fase, um nome capaz de representar transversalmente o seu projeto político.
Quanto à segunda volta, o PAN mantém a porta aberta a um possível posicionamento futuro, sublinhando que a decisão será tomada “em momento próprio”, dependendo do contexto político que se venha a verificar e dos compromissos assumidos pelos candidatos que permaneçam em disputa.
As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026 e contam, até ao momento, com várias candidaturas já confirmadas: António Filipe (PCP), António José Seguro (PS), André Ventura (Chega), Catarina Martins (BE), Henrique Gouveia e Melo, João Cotrim de Figueiredo (Iniciativa Liberal), Jorge Pinto (Livre) e Luís Marques Mendes (PSD).



