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Patrício Araújo reage. «É lamentável que o Sr. Bento Morais me ataque de forma injusta utilizando para isso a instituição que lidera e usando o sofrimento dos idosos do Lar do Trabalhador»

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O vereador da Câmara de Vila Verde Patrício Araújo emitiu esta sexta-feira um comunicado em que classifica como «lamentáveis, grosseiras e incorrectas» as afirmações do Provedor da Misericórdia, Bento Morais, dizendo sentir-se «pessoalmente atacado».

Este é mais um capítulo da polémica despoletada em torno de uma eventual transferência dos utentes do Lar do Trabalhador de Prado para a Residencial Martins, em Vila Verde, que é propriedade da Santa Casa.

Depois de Bento Morais ter anunciado, esta quinta-feira, o corte de relações institucionais com Patrício Araújo, o vereador diz que «é notório, mas inaceitável que se sirvam de um momento de dificuldade e de doença dos mais idosos e vulneráveis» para o «atacarem injustamente por razões exclusivamente políticas.

«É lamentável que o Sr. Bento Morais me ataque de forma injusta utilizando para isso a instituição que lidera e usando o sofrimento dos idosos do Lar do Trabalhador da Vila de Prado», frisa.

«Ao contrário do que afirma o Sr. Bento Morais nunca vi nenhum parecer da Autoridade de Saúde favorável a esta hipotética transferência dos idosos do Lar do Trabalhador para a Residencial Martins», diz, desafiando-o, por isso, a «apresentar o referido parecer da Autoridade de Saúde. «Ou então, resta-me admitir que estará a faltar com a verdade aos vilaverdenses».

COMUNICADO NA ÍNTEGRA

«1- Nunca confundi as pessoas com as instituições que lideram. Não confundo o Sr Bento Morais com o cargo de Provedor, ou com a Santa Casa da Misericórdia que, aliás, tem sido, foi e continuará a ser sempre muito apoiada pela Câmara Municipal de Vila Verde;

2- É lamentável que o Sr. Bento Morais me ataque de forma injusta utilizando para isso a instituição que lidera e usando o sofrimento dos idosos do Lar do Trabalhador da Vila de Prado. O Sr Bento Morais não devia utilizar a Santa Casa, como instrumento, para fazer baixa política.

3- É incrível, mas é o próprio Sr. Bento Morais que me dá razão, quer no comunicado, quer na minha tomada de posição ao afirmar e cito: apenas para que pudessem proceder à desinfeção do Lar de origem, retornando os utentes àquele Lar após desinfeção, bastando para tal que as autoridades de saúde verificassem se ele dispunha das condições necessárias para o efeito.”

Os idosos doentes iriam ser sobrecarregados com uma mudança para que o espaço onde estão fosse desinfetado e depois regressassem a esse mesmo espaço?

Será que isto demonstra humanidade? e respeito pelos idosos doentes do Lar do Trabalhador?

E para tal, oferece aquele espaço? Fechado há anos… que neste momento não dispõe de água nem luz?

Insisto e repito os nossos idosos doentes precisam e merecem ser tratados e não de andar aos tombos, nem tão pouco podem servir de arma de arremesso político.

4 – Ao contrário do Sr. Bento Morais (que também foi convocado) disponibilizei-me e participei sempre em todas as reuniões convocadas pela Autoridade de Saúde (inclusivamente aquelas que diziam respeito ao tratamento das questões relativas à Santa Casa da Misericórdia) e ao contrário do que afirma o Sr. Bento Morais nunca vi nenhum parecer da Autoridade de Saúde favorável a esta hipotética transferência dos idosos do Lar do Trabalhador para a Residencial Martins.

5 – Desafio pois o Sr. Bento Morais a apresentar o referido parecer da Autoridade de Saúde, ou então, resta-me admitir que estará a faltar com a verdade aos Vilaverdenses.

6 – Afirma o Sr. Bento Morais que a Santa Casa da Misericórdia corta relações institucionais com a minha pessoa, pois eu digo-lhe que aceitarei essa pena de bom grado e será para mim um elogio se esse for o preço a pagar por defender convictamente o superior interesse das pessoas mais vulneráveis da nossa sociedade: os mais idosos, os debilitados e doentes.

7 – É notório, mas inaceitável que se sirvam de um momento de dificuldade e de doença dos mais idosos e vulneráveis para me atacarem injustamente por razões exclusivamente políticas.

8- Continuarei a defender todas as instituições, continuarei a apoiar a Misericórdia até porque, ao contrário de alguns, nunca confundirei a árvore com a floresta».

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