BRAGA

BRAGA -

Patrões do distrito de Braga pedem ao Governo novo pacote de apoio para diminuir impacto do confinamento

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

Seis associações empresariais do distrito de Braga a sua “enorme preocupação” com o impacto do novo confinamento “na sustentabilidade das empresas do comércio, serviços e restauração” e propõem ao Governo medidas para atenuar o impacto das restrições.

A Associação Comercial de Braga, Associação Comercial e Industrial de Barcelos, Associação Comercial e Industrial de Esposende, Associação Comercial e Industrial de Famalicão, Associação Comercial e Industrial de Vizela e Associação Empresarial de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto defendem, em comunicado. que o lay-off simplificado seja comparticipado a 100% pela Segurança Social para as empresas cuja actividade tenha sido encerrada ao abrigo do confinamento.

Pedem ainda que este apoio seja estendido às empresas cuja actividade é permitida durante o confinamento, mas cuja facturação “seja fortemente penalizada” pelo dever geral de recolhimento domiciliário.

PUBLICIDADE

A adopção de um regime especial de apoio às rendas de Janeiro e Fevereiro, que assegure a comparticipação integral do valor das rendas dos estabelecimentos encerrados ao abrigo do confinamento é outra revindicação.

Para o pós-confinamento, os empresários pedem que o Executivo “assuma a concretização de um programa de promoção da retoma das actividades económicas mais afectadas pelo confinamento, nomeadamente do comércio e serviços de proximidade, bem como dos sectores do alojamento e restauração”.

Manifestam a expectativa de verem atendidas, “de forma ágil e rápida”, as suas reivindicações, que consideram “fundamentais para proteger o emprego e a sustentabilidade das empresas”.

AGRAVAMENTO DA CRISE ECONÓMICA

As associações, depois de “nove meses sucessivos de quebras significativas de facturação”, temem que o novo confinamento provoque um aumento “sem precedentes” do número de encerramentos de estabelecimentos e de empresas, “o que conduzirá, inevitavelmente, à perda de muitos postos de trabalho e ao agravamento da crise económica e social que se vive no país e na região”

No documento, patrões dos patrões, afirmando-se “cientes da importância do combate à pandemia, no sentido de travar a evolução do número de infectados, internados e óbitos”, consideram que “o Governo podia e devia excluir do novo confinamento o comércio de proximidade, que cumpre com rigor as normas e boas práticas de higiene e segurança estabelecidas pela Direcção Geral de Saúde e não está sujeito a uma grande pressão de procura por parte dos consumidores”.

Os empresários duvidando que, neste contexto, “o benefício sanitário do encerramento deste formato de comércio compense, minimamente, o enorme prejuízo económico e social que esta decisão acarreta”.

No entanto, destacam “pela positiva”, o facto do Governo “procurar minorar as situações de desigualdade que se criaram no anterior confinamento entre a grande distribuição e o pequeno comércio, ao interditar a venda de bens na grande distribuição que sejam tipicamente comercializados nos estabelecimentos de comércio a retalho encerrados”.

As associações consideram também que o pacote de apoios às empresas para mitigar os efeitos do novo confinamento e as “avultadas quebras registadas nos últimos meses”, são “manifestamente insuficientes”, reiterando “a necessidade dos apoios chegarem às empresas com maior velocidade, disporem de um acesso mais alargado e simplificado e um nível de apoio mais reforçado, sob pena de se perderem, irremediavelmente, milhares de micro e PME e os respectivos postos de trabalho”.

Share on facebook
Partilhe este artigo no Facebook
Share on twitter
Twitter
COMENTÁRIOS
OUTRAS NOTÍCIAS