Paulo Ralha anunciou a sua candidatura à presidência da Distrital de Braga do Chega, numa disputa que contará também com o atual presidente distrital, Filipe Melo, e com o deputado Carlos Barbosa.
O vereador barcelense apresenta-se com o objetivo de “resgatar a credibilidade do partido e romper com o ‘pensamento único’”, defendendo uma candidatura assente nos princípios da “transparência, união e moralização da política regional”.
Em comunicado, Paulo Ralha considera que a estrutura distrital do partido atravessa uma “profunda crise de credibilidade”, acusando a atual liderança de ter contribuído para a perda de confiança dos militantes e eleitores.
O candidato refere a existência de “escândalos públicos, polémicas internas e controvérsias” que, segundo afirma, fragilizaram a imagem do partido no distrito e levaram ao afastamento de vários autarcas e eleitos locais.
Paulo Ralha demarca-se simultaneamente das duas listas concorrentes, rejeitando o que descreve como “falsas alternativas” e afirmando que os seus adversários políticos internos partilham “a escola do ‘muro de betão’ e do pensamento único”.
O candidato critica ainda o que considera ser um modelo de funcionamento interno centralizador, acusando diferentes fações de limitarem o debate e a divergência dentro da estrutura partidária.
Na sua intervenção, o vereador de Barcelos aponta também críticas a dirigentes distritais do partido, nomeadamente ao deputado Filipe Melo, ao deputado Carlos Barbosa e a Henrique Arantes, referindo episódios que, no seu entender, prejudicam a imagem do Chega no distrito de Braga.
Entre as práticas que diz rejeitar, Paulo Ralha menciona alegados casos de censura interna, agressividade e atitudes incompatíveis com a dignidade das funções exercidas por eleitos do partido.
Para o futuro da distrital, o candidato propõe “restaurar a idoneidade e a transparência”, reintegrar autarcas e eleitos locais na estratégia política, garantir liberdade de expressão interna e reforçar a preparação eleitoral com foco no trabalho autárquico e na proximidade às populações.
“O Chega em Braga não pode continuar refém de escândalos pessoais e de guerras de fações”, afirmou, defendendo a necessidade de “moralizar a estrutura” e devolver protagonismo às bases do partido.



