O PCP veio hoje levantar dúvidas sobre a alegada produção, pela Casa da Moeda, de dois milhões de moedas destinadas a Israel, pedindo explicações ao ministro dos Negócios Estrangeiros sobre se tal iniciativa não representa um “sinal impróprio” por parte do Estado português.
Na pergunta enviada ao Governo através da Assembleia da República, a líder parlamentar comunista, Paula Santos, afirma que a Imprensa Nacional – Casa da Moeda (INCM) estará a preparar-se para produzir as moedas ao longo de 2025. O partido acrescenta ainda que está prevista uma visita oficial de representantes do Governo israelita às instalações da INCM para assinalar a cunhagem das primeiras unidades.
O PCP recorda que, há mais de dois anos, Israel prossegue uma ofensiva militar na Faixa de Gaza, que o partido qualifica como genocídio, apontando para centenas de milhares de mortos e feridos palestinianos, entre os quais um elevado número de crianças.
Para os comunistas, qualquer aproximação institucional do Estado português ao Governo israelita não pode resultar em “cumplicidade” com a ocupação e com a violação dos direitos do povo palestiniano.
O partido sublinha ainda que, tendo Portugal reconhecido o Estado da Palestina em setembro, o Executivo deve assumir uma postura ativa na defesa de um Estado palestiniano com fronteiras de 1967, capital em Jerusalém Oriental e respeito pelo direito de retorno dos refugiados.
Assim, o PCP questiona Paulo Rangel sobre o que sabe o Governo acerca desta alegada produção de moedas e se considera adequado que uma empresa pública portuguesa participe num processo desta natureza.
O partido quer igualmente saber que ações concretas o Governo está a tomar para pressionar Israel a cumprir as resoluções das Nações Unidas e a respeitar os direitos nacionais do povo palestiniano.



