Uma petição a apelar a proibição do acesso às redes sociais de menores de 16 anos já reúne mais de sete mil assinaturas.
Segundo a mesma, Portugal deveria implementar as mesmas medidas usadas na Austrália, onde um mecanismo proíbe a entrada de crianças com menos de 16 anos de entrarem nas plataformas. Segundo a lei australiana, as redes sociais que não o cumprem são multadas.
A petição, no seu texto, diz que os algoritmos das redes podem «provocar dependência e uso compulsivo» e levam à comparação, gerando «sentimentos de inadequação social e baixa autoestima».
«Os algoritmos analisam os comportamentos, preferências e interações dos usuários para fornecer conteúdo que seja mais provável de gerar uma resposta emocional forte, provocando muitas vezes a exposição de menores a conteúdos desadequados», diz, ainda, o texto.
«Solicitamos que a Assembleia da República considere seriamente esta proposta e tome as medidas necessárias para implementar uma legislação que proíba o acesso de crianças até aos 16 anos às redes sociais, garantindo assim um ambiente mais seguro e saudável para o seu crescimento e desenvolvimento», acrescenta também.
Para chegar à Assembleia da República, uma petição tem de reunir dez mil assinaturas.
Devido aos casos de violência a aumentarem entre os jovens, o seu acesso à internet e redes sociais é cada vez mais discutido.
Uma série popular na Netflix, “Adolescência”, alerta os pais, sobretudo no país de origem da mesma, o Reino Unido, para os perigos que as redes sociais podem representar para os filhos.
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