Poder Local. Somos todos nós.

Poder Local. Somos todos nós.

O Poder Local, tantas vezes olhado como a “coisa” abstrata, complexa e acusada de ser o “papão” dos recursos públicos, afinal nada mais é que o conjunto de homens e mulheres que em todos os municípios de Portugal dão, diariamente, corpo e alma a órgãos como a Câmara Municipal, a Assembleia Municipal, a Junta de Freguesia e a Assembleia de Freguesia.

É tão simples quanto isso.

O Poder Local somos, ou podemos ser, todos nós, a qualquer momento e em qualquer parte do território nacional, e é por isso que não fico nada satisfeito quando surgem factos a melindrar o nome e a imagem do Poder Local.

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No dito Poder Local, ou melhor dizendo, no exercício das funções inerentes ao Poder Local, felizmente existem bons exemplos em número incomparavelmente superior aos maus exemplos. Falo do que sei, nomeadamente no que diz respeito à parte de território nacional que mais me diz respeito, Vila Verde, a minha terra.

Servem, pois, estas primeiras linhas de escrita como mote para vos falar de um bom exemplo do Poder Local, a Junta de Freguesia da Loureira, freguesia onde passei grande parte da minha infância e juventude e a quem dedico este primeiro artigo de opinião a marcar o meu regresso à escrita no jornal Ovilaverdense.

Poucos se devem já recordar dos tempos em que, insistentemente, eu fazia notícia do estado de abandono total e absoluto da praia fluvial da Ponte Nova, dos inúmeros focos de poluição no rio Homem ou do degradado estado das vias de comunicação da freguesia. Fazia-o sem gosto, com amargura, mas com a consciência da necessidade de o fazer como forma de chamar atenção para realidades que era necessário mudar. A freguesia da Loureira, uma das portas de entrada da sede do concelho, estava literalmente cristalizada no tempo, sem projetos, sem objetivos, sem vida.

Tudo mudou a partir das eleições autárquicas de 2009 com a exigência e pressão que os órgãos da freguesia colocaram à Câmara Municipal e a inúmeras entidades públicas.

A Loureira mudou muito e para melhor.

A praia fluvial da Ponte Nova e a sua área de lazer foi transfigurada, sendo neste momento um dos locais de referência do concelho; as vias de comunicação da freguesia estão gradualmente a ser melhoradas; os focos de poluição do rio Homem tiveram uma atenção especial; as instalações físicas dos serviços públicos ao dispor da comunidade sofreram melhorias abismais, com especial destaque para o edifício da sede da Junta de Freguesia; foram construídos novos equipamentos coletivos tal como a casa mortuária; a segurança rodoviária ganhou destaque e voz em sua defesa; passou a existir uma agenda cultural e festiva condigna; a relação com o associativismo foi fomentada; o voluntariado e envolvimento da população em torno das questões da freguesia passou a ser um modus operandi.

Pouco mais será necessário referir para considerar que a freguesia da Loureira é uma aposta ganha no que toca ao exercício do Poder Local em prol da sua população, até porque tenho a certeza que a exigência, a dedicação e o trabalho sério em torno da coletividade passou a ser uma marca indelével.

No concelho de Vila Verde, de norte a sul, há muitos outros bons exemplos de exercício do Poder Local em prol do desenvolvimento dos territórios e do incremento da qualidade de vida das suas populações.

Não faltarão momentos e locais onde sublinhar esses outros bons exemplos.

Existam olhos e mentes abertas e descomprometidas para os reconhecer e enaltecer.