GREVE -Portugália em greve entre 11 e 16. Ryanair paralisa dias 25 e 26

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Portugália em greve entre 11 e 16. Ryanair paralisa dias 25 e 26

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) apresentou um pré-aviso de greve dos tripulantes de cabine da Portugália Airlines para o período entre 11 e 16 de Julho.

Bruno Fialho, da direcção do SNPVAC, adiantou à agência Lusa que a discriminação relativamente aos horários de outros trabalhadores do grupo TAP é o principal motivo da paralisação.

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“Os trabalhadores e os tripulantes de voo da Portugália têm horários muito penalizantes que causam extrema fadiga e têm levado a um aumento das baixas [médicas]”, disse.

No que diz respeito aos serviços mínimos, segundo o pré-aviso, o sindicato “assegura as necessidades sociais impreteríveis no período decretado para a paralisação”.

No pré-aviso, o sindicato refere que, “será nomeado, em cada dia, de uma tripulação a realizar, sendo caso, voo urgente e se necessário fazer face à evacuação de doente (s) grave (s) ou a casos de calamidade decorrentes de sismo ou qualquer outro incidente quer no território nacional quer nas ilhas dos Açores e da Madeira”.

Os aviões da Portugália Airlines voam hoje sob a marca TAP express.

RYANAIR EXIGE AUMENTOS SALARIAIS

Também os tripulantes de cabine da Ryanair vão fazer greve em Portugal, Itália, Espanha e Bélgica nos dias 25 e 26 de Julho.

A informação foi avançada à agência Lusa pela presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), depois de esta quarta-feira o sindicato espanhol ter anunciado a greve sem indicação das datas para a paragem.

A decisão foi tomada numa reunião, em Bruxelas, entre vários sindicatos europeus para exigirem que a companhia de baixo custo aplique as leis nacionais e não a irlandesa.

Esta é mais uma medida de protesto na sequência da falta de progressos nas negociações entre trabalhadores e a companhia aérea sobre salários e condições de trabalho.

A transportadora aérea de baixo custo cancelou 1.100 voos em Junho devido às greves e à falta de controladores de tráfego aéreo (ATC), afectando mais de 210 mil passageiros.