O Núcleo de Investigação Criminal de Barcelos da GNR, em coordenação com o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, desencadeou uma operação policial que culminou no desmantelamento de um grupo criminoso organizado, suspeito da prática de dezenas de furtos qualificados em lares de idosos, centros de dia e instituições públicas, em vários distritos do Norte e Centro de Portugal.
A investigação, iniciada no final do verão deste ano, permitiu apurar que os suspeitos integravam um grupo hierarquizado que fazia da atividade criminosa o seu modo de vida. Os crimes ocorreram maioritariamente nos distritos de Braga, Viana do Castelo, Bragança, Guarda, Viseu, Vila Real, Porto e Aveiro, tendo causado prejuízos ainda em fase de quantificação, mas que poderão atingir cerca de 500 mil euros.
De acordo com a GNR, o modus operandi assentava no arrombamento de portas das instalações, visando sobretudo o furto de dinheiro em numerário e peças em ouro. Sempre que existiam cofres, estes eram removidos e posteriormente abertos noutros locais.
No âmbito da operação foram cumpridos 17 mandados de busca — nove domiciliárias, duas em estabelecimentos comerciais e seis em viaturas — nos concelhos de Guimarães, Vila Nova de Famalicão, Póvoa de Varzim e Valença.
A ação resultou na detenção de seis homens e uma mulher, com idades entre os 22 e os 55 anos, tendo ainda sido constituídos arguidos um homem e uma mulher, com 55 e 49 anos.
Os detidos possuem um extenso historial criminal por crimes da mesma natureza, sendo que alguns tinham saído recentemente de estabelecimentos prisionais durante o ano de 2025.
Durante as diligências foram apreendidos diversos bens, nomeadamente duas viaturas, mais de uma centena de peças em ouro, 35 800 euros em numerário, nove telemóveis, várias ferramentas de arrombamento, 460 doses de MDMA, 120 doses de haxixe, material de acondicionamento de estupefacientes, uma balança e dois relógios.
Os detidos serão presentes hoje, dia 17 de dezembro, ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto, para aplicação das respetivas medidas de coação.
A operação envolveu mais de uma centena de militares e contou com o reforço do Destacamento de Intervenção de Braga, dos Comandos Territoriais de Viana do Castelo e do Porto, do Grupo de Intervenção de Ordem Pública da Unidade de Intervenção da GNR, bem como com o apoio da Polícia de Segurança Pública.



