Luís Marques Mendes e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, reagiram este domingo aos resultados das eleições Presidenciais, que ditaram a derrota da candidatura apoiada pelo PSD, com ambos a afastarem responsabilidades partidárias e a sublinharem o respeito pelo veredicto dos eleitores.
Numa declaração pública após a divulgação dos resultados, Marques Mendes começou por dirigir uma palavra aos portugueses que participaram no ato eleitoral, classificando a elevada afluência às urnas como uma “conquista coletiva” e um sinal da vitalidade da democracia. O antigo líder social-democrata assumiu de forma inequívoca a responsabilidade pelo desfecho eleitoral.
“A responsabilidade por esta derrota é minha, toda minha e apenas minha”, afirmou, ilibando tanto o primeiro-ministro como a governação de quaisquer culpas. O candidato explicou que a decisão de avançar para a corrida presidencial resultou de uma reflexão pessoal, cívica e política, após mais de quatro décadas de vida pública.
“Esta candidatura foi minha e assumo por inteiro a responsabilidade por este resultado. Os portugueses escolheram e não me escolheram a mim”, sublinhou, garantindo que não sai do processo eleitoral amargurado, ressentido ou com “mágoa ou rancor”. Marques Mendes afirmou ainda que foi uma honra servir o país e candidatar-se ao cargo de Presidente da República.
Também Luís Montenegro reagiu aos resultados, confirmando que o PSD não irá apoiar qualquer candidato na segunda volta das Presidenciais. “Não emitiremos nenhuma indicação, nem é suposto fazê-lo”, afirmou o primeiro-ministro, garantindo que o partido “não estará envolvido na campanha presidencial” que se segue.
Reconhecendo que os resultados não foram os desejados, Montenegro afirmou assumir “com humildade” a derrota, elogiando, contudo, o aumento da participação eleitoral e “a forma particularmente empenhada e honrosa” como Luís Marques Mendes se apresentou aos portugueses.
Sublinhando que os candidatos apurados para a segunda volta não pertencem ao espaço político do PSD, o líder social-democrata afastou qualquer endosso, deixando um aviso: “Não vale a pena andarem com jogos políticos. Quem quiser promover questões nas próximas semanas pode fazê-lo, mas não encontrará uma resposta diferente desta”.



