O tribunal decretou prisão preventiva para António Dias Seabra, um dos três administradores judiciais detidos no âmbito do processo envolvendo o advogado Paulo Topa, no Porto. Seabra é suspeito de manipular processos de insolvência em conluio com o advogado, que já se encontra em prisão preventiva.
A medida de coação surge após a emissão, na semana passada, de mandados de detenção ligados à investigação conduzida pela SIC em dezembro de 2025, que revelou alegados esquemas de desvio de fundos e criação de empresas de fachada para fraudar empresários em falência.
Segundo a investigação, Paulo Topa é suspeito de desviar cerca de 10 milhões de euros, utilizando uma rede que incluía três administradores judiciais. Durante cerca de uma década, o grupo terá criado 50 empresas de fachada, elaborado créditos falsos e aliciado pessoas vulneráveis, incluindo um sem-abrigo, para servirem como testas-de-ferro.
O advogado do Porto já havia sido detido por duas vezes em 2025, mas foi libertado em ambas as ocasiões. Na terceira detenção, realizada no final do ano passado no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, quando regressava de Casablanca, Marrocos, permaneceu em prisão preventiva devido ao risco de fuga, nomeadamente para o Brasil.
O caso continua a ser investigado pelas autoridades, com o objetivo de esclarecer toda a extensão do esquema e a participação de cada um dos envolvidos.
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