O ex-polícia francês Cédric Prizzon ficou sujeito à medida de prisão preventiva após ser presente a tribunal, na sequência da sua detenção em Portugal por suspeitas de duplo homicídio e rapto de menores.
O suspeito foi detido na quarta-feira pela Guarda Nacional Republicana, na zona da Mêda, durante uma operação de fiscalização rodoviária, quando seguia viagem com os dois filhos. No momento da detenção, estavam na sua posse documentos falsos, uma arma de fogo, matrículas falsas e cerca de 17 mil euros em numerário.
Após apresentação a juiz de instrução, o tribunal determinou a aplicação da medida de coação mais gravosa, ficando o arguido em prisão preventiva enquanto decorrem os trâmites do processo e se aguarda eventual pedido formal de extradição por parte das autoridades francesas.
As investigações estão relacionadas com a morte de duas mulheres — Audrey, de 40 anos, ex-companheira do suspeito, e Ângela, de 26 anos, cuja morte terá ocorrido por asfixia. Os corpos foram encontrados na Serra da Nogueira, no distrito de Bragança.
O caso, que ganhou dimensão internacional, mobilizou autoridades portuguesas e francesas. Os dois filhos do suspeito encontram-se atualmente acolhidos numa instituição, estando o filho mais velho, de 13 anos, associado a informações que terão sido relevantes para a localização dos corpos.
Segundo as autoridades, o suspeito não prestou confissão. A investigação prossegue em articulação com a justiça francesa, estando prevista a chegada a Portugal de equipas especializadas para acompanhamento do processo.
A extradição para França poderá vir a concretizar-se nas próximas semanas, onde o arguido deverá responder pelos crimes de que é suspeito.



