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Projecto Musical “Fado Bicha” no Theatro Circo dia 26 de Julho

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O projecto musical de Lila Fadista e João Caçador, “Fado Bicha”, estará no Theatro Circo para um concerto no dia 26 de Julho, às 22h00. Os bilhetes já se encontram disponíveis na bilheteira do Theatro Circo, nos locais habituais e em https://TheatroCirco.bol.pt.

No espectáculo, Lila, a fadista, e João Caçador, o guitarrista, formam o “Fado Bicha”, uma banda que «rompe os padrões da canção-hino portuguesa e traz as estórias de lésbicas, gays, bissexuais, trans e interssexuais (lgbti) para o Fado», classificado em 2011 como Património Imaterial da Humanidade pela organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

“FADO BICHA”

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O “Fado Bicha” é «um projecto musical e activista» composto por Lila Fadista (voz) e João Caçador (guitarra eléctrica e outros instrumentos). O projecto, em todas as suas vertentes, (temática, lírica, visual, musical), assenta sobre «uma premissa de subversão da regra heteronormativa».

A matriz de referência e a matéria sobre a qual trabalham é o fado, um estilo musical conservador «nutrido por um meio tradicionalista. Através da alteração de poemas já cantados e da criação de novos, criam-se espaços para a experimentação de narrativas não normativas no que toca ao género e à sexualidade. É fado até ao tutano, intenso e rasgado, e é bicha porque usa a subversão como linguagem de identidades tão pouco representadas», pode ler-se em nota enviada pelo Theatro Circo.

CANÇÕES DE AMÁLIA

Ao longo dos últimos dois anos, a dupla adaptou várias canções cantadas por Amália Rodrigues, como “Lisboa, não sejas francesa”, transformada em “Lisboa, não sejas racista”, ou “Nem às paredes confesso”, baptizada de “Crónica do macho discreto”.

«Amália é, para os dois músicos, a maior referência do fado — João apelida-a carinhosamente “bicha”, tendo em conta o lado “activista, transgressor e subversivo” da sua personalidade. O derradeiro objectivo de todas as músicas é homenagear os fadistas e poetas que nunca puderam escrever de forma livre e explícita sobre as suas experiências LGBTI», acrescentam.

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