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PS abstém-se na votação das contas e critica «incapacidade crónica» do executivo municipal

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Os vereadores do PS na Câmara de Vila Verde abstiveram-se na votação dos documentos de prestação de contas, criticando o que dizem ser a «incapacidade crónica» do executivo municipal.

«Os números mais uma vez demonstram uma incapacidade crónica do executivo de oferecer melhores condições de vida para os vilaverdenses, de colocar o concelho na senda do desenvolvimento, muito diferente da propaganda oficial com que fomos brindados ao longo todos estes anos de liderança social-democrata», referem.

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Na declaração de voto apresentada, os eleitos socialistas apontam aos níveis de execução – «nível de execução da despesa de capital foi de 55 % e da receita de capital foi de 51,97%» – e defendem que a pandemia não pode ser desculpa.

«Este relatório aponta como principal motivo para este desempenho que apelida de “menos positivo” uma redução de quase 50% no investimento os constrangimentos causados pela pandemia. A pandemia de facto afectou o sector da construção civil, mas segundo os dados oficiais não provocou abrandamentos de quase 50% nesse sector. Aliás, segundo estudos recentes, grande parte das empresas de construção civil conseguiram manter níveis de actividade muito idênticos aos anos anteriores», acrescenta.

José Morais, Luís Castro e Cláudia Pinto identificam ainda outra lacuna: «a falta de um projecto de futuro para o concelho». «Limitam-se ao longo dos mandatos a gerir as finanças numa óptica de equilíbrio das despesas correntes em função das receitas correntes», apontam.

Os vereadores do PS aludem ainda aos processos judiciais da autarquia, considerando que «este executivo vai deixar uma herança que terá um forte impacto na estrutura financeira do Município, que vai condicionar fortemente o desenvolvimento do concelho».

«Esta situação já provoca graves constrangimentos em termos financeiros, que poderiam ser ainda maiores se numa óptica de prudência fossem constituídas provisões realistas face à gravidade dos processos», apontam.

VISÃO MAIS ARROJADA

Para os socialistas, «quem tem responsabilidades autárquicas deve ter uma visão mais arrojada na componente investimento, capaz de apresentar projectos para o concelho que envolvam a sociedade civil e investidores privados».

«Unir todos em torno do desenvolvimento da nossa terra. Reflictam se é isso que têm feito. O fim de ciclo que se aproxima deve ser de reflexão, de autocrítica por parte de quem está na liderança de um concelho no sentido de evitar que erros do passado não voltem a ser cometidos», rematam.

O documento foi aprovado por maioria, com os votos favoráveis do PSD e a abstenção do PS.

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