O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, criticou a atuação do primeiro-ministro na resposta à atual situação de emergência, reclamando maior coordenação governativa e o alargamento da declaração de calamidade a mais municípios. O socialista defendeu ainda que o debate quinzenal no Parlamento deve realizar-se na próxima semana, sublinhando que “é lá que o Governo presta contas ao povo”.
O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, exigiu esta quinta-feira “liderança política” ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, na coordenação da resposta governativa às situações provocadas pelas recentes intempéries, defendendo igualmente o alargamento do perímetro e da duração da declaração do estado de calamidade.
“O que se exige é liderança política na coordenação dos vários ministérios do Governo para responder às necessidades que os autarcas colocam”, afirmou José Luís Carneiro, acrescentando que “não chega fazer visitas de médico ao terreno”. Para o líder socialista, o primeiro-ministro deve orientar os membros do Governo no sentido de contactarem diretamente os autarcas, evitando que estes tenham de “repetir apelos” e permitindo que “possam ser uma voz de tranquilidade e segurança para as pessoas que estão a viver momentos absolutamente dramáticos”.
À margem de uma visita a Alenquer, o dirigente do PS defendeu ainda que o Governo deve aceder aos pedidos de vários municípios para serem incluídos na declaração da situação de calamidade. Além de Alenquer e Arruda dos Vinhos, José Luís Carneiro referiu os onze municípios da Lezíria do Tejo que já solicitaram formalmente essa integração.
Questionado sobre o novo adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, o secretário-geral do PS afirmou compreender a “exigência” acrescida que recai sobre Luís Montenegro, após ter assumido também a pasta da Administração Interna, mas disse esperar que a sessão parlamentar se realize na próxima semana.
“Recordo que é a Assembleia da República que faz o escrutínio e a fiscalização do Governo. Mesmo durante o estado de emergência da pandemia, a Assembleia continuou sempre a funcionar, porque é a garantia da representação democrática do povo português”, sublinhou. José Luís Carneiro reforçou que é no Parlamento “que o primeiro-ministro e o Governo prestam contas ao povo português”.



