A Polícia de Segurança Pública (PSP) suspendeu esta manhã a recolha de dados biométricos nas partidas dos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, numa medida excecional destinada a evitar que passageiros percam os seus voos devido aos elevados tempos de espera.
Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da PSP, Sérgio Soares, explicou que a decisão foi tomada face ao “elevado tempo de espera” registado nos três principais aeroportos nacionais — Humberto Delgado (Lisboa), Francisco Sá Carneiro (Porto) e Gago Coutinho (Faro).
Segundo o responsável, a suspensão aplica-se apenas ao controlo de partidas, mantendo-se, no entanto, a recolha de dados biométricos nas chegadas.
A PSP justifica a decisão com a necessidade de evitar “filas enormes” e assegurar que os tempos de espera não resultem na perda de voos por parte dos passageiros.
O controlo de fronteiras continua a ser realizado, mas sem a recolha biométrica, sendo mantidos os procedimentos de segurança habituais, acrescentou o porta-voz.
A suspensão surge num contexto de forte pressão operacional associada à implementação do novo Sistema Europeu de Entrada/Saída (EES), em vigor na União Europeia e aplicado de forma faseada desde outubro de 2025.
Novo sistema europeu em fase de adaptação
O EES substitui o tradicional carimbo no passaporte pelo registo digital de dados biométricos — incluindo fotografia e impressões digitais — para cidadãos de países terceiros ao espaço Schengen.
A sua implementação plena, que entrou recentemente em vigor, tem provocado constrangimentos em vários aeroportos europeus, com particular impacto em Portugal, sobretudo no aeroporto de Lisboa, onde se têm registado tempos de espera prolongados.
Desde a introdução do sistema, os tempos de espera nas fronteiras aéreas têm vindo a agravar-se, levando o Governo a adotar medidas de contingência, incluindo ajustes temporários na aplicação do EES em períodos anteriores.
Com esta suspensão parcial da biometria nas partidas, a PSP procura aliviar a pressão operacional e garantir maior fluidez no controlo de fronteiras, enquanto se mantém a adaptação ao novo sistema europeu.



