O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, admitiu este sábado que a guerra na Ucrânia poderá estar próxima de um desfecho, afirmando acreditar que o conflito “está a chegar ao fim”.
“Penso que as coisas estão a chegar ao fim”, declarou o líder russo durante uma conferência de imprensa citada pela agência estatal Tass.
Na mesma intervenção, Putin mostrou-se disponível para um eventual encontro com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, embora tenha condicionado essa possibilidade à existência de avanços concretos nas negociações.
“Não rejeitamos essa possibilidade, mas apenas se chegarmos a acordo quanto a uma paz duradoura”, afirmou.
O chefe de Estado russo indicou ainda que foi informado pelo primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, sobre a disponibilidade manifestada por Zelensky para um encontro direto entre ambos os líderes.
“Ouvi mais uma vez que a parte ucraniana, o senhor Zelensky, está disposta a realizar um encontro pessoal, mas não é a primeira vez que ouvimos isso”, declarou Putin, admitindo que a reunião poderá ocorrer num país terceiro.
Durante a conferência, o Presidente russo procurou também delimitar o papel dos Estados Unidos nas negociações, agradecendo o apoio de Washington na facilitação dos contactos diplomáticos, mas sublinhando que a resolução do conflito deve ser tratada “apenas entre Rússia e Ucrânia”.
As declarações surgem numa altura em que aumentam os esforços diplomáticos internacionais para alcançar um cessar-fogo e criar condições para um eventual acordo de paz, após mais de quatro anos de conflito armado.
Putin revelou igualmente abertura para um eventual diálogo político entre a Rússia e a Europa, sugerindo o antigo chanceler alemão Gerhard Schröder como possível mediador.
Schröder, que liderou o governo da Alemanha entre 1998 e 2005, manteve relações próximas com Moscovo após abandonar a vida política, tendo integrado estruturas de empresas estatais russas como a Gazprom e a Rosneft.
As declarações do Presidente russo poderão representar um sinal de abertura diplomática, embora permaneçam dúvidas sobre a viabilidade de um acordo, face às divergências persistentes entre Moscovo e Kiev sobre questões territoriais, segurança e garantias internacionais.



