O custo de arrendar casa em Portugal voltou a subir em outubro. Segundo o mais recente índice do idealista, o valor mediano do arrendamento situou-se nos 17 euros por metro quadrado, o que representa uma subida de 5,7% em comparação com o mesmo mês de 2023.
A tendência é nacional, embora com intensidades diferentes. Em Braga, por exemplo, os preços avançaram 8%, num mercado já marcado pela dificuldade crescente em encontrar habitação disponível.
Entre as cidades com maiores aumentos destacam-se Viana do Castelo, onde as rendas dispararam 21,9%, e Faro, com uma variação de 19,6%. Também Santarém (14,8%), Viseu (14,4%), Coimbra (14,2%), Vila Real (14%) e Castelo Branco (13,5%) registaram subidas significativas. Leiria (11%), Ponta Delgada (9,6%), Braga (8%) e Setúbal (7,9%) seguem a mesma tendência, enquanto Évora, Porto e Lisboa tiveram aumentos mais moderados, entre os 4% e os 4,7%.
Lisboa mantém-se como o mercado de arrendamento mais caro do país, com 22,8 euros por metro quadrado. Depois surgem o Porto (18,3 euros/m2), Faro (15,8 euros/m2) e Funchal (15,7 euros/m2). Setúbal (13 euros/m2), Coimbra (12,7 euros/m2), Évora e Aveiro (11,8 euros/m2) e Ponta Delgada (11,7 euros/m2) posicionam-se num patamar intermédio.
Braga (10,3 euros/m2), Viana do Castelo (9,8 euros/m2), Santarém (9,5 euros/m2) e Leiria (8,9 euros/m2) surgem na faixa média.
As rendas mais acessíveis encontram-se em Viseu (8 euros/m2), Vila Real (7,5 euros/m2) e Castelo Branco (7,5 euros/m2).
Apesar das diferenças entre regiões, o relatório aponta para uma conclusão transversal: arrendar casa em Portugal está a tornar-se cada vez mais difícil, com impacto direto para famílias e jovens que procuram habitação.



