Opinião de Luís Sousa (Médico)
Amodernização e requalificação das infraestruturas de saúde têm sido um foco de atuação por parte da autarquia ao longo dos últimos anos. É disso exemplo o requalificado Centro de Saúde do Pico de Regalados, infraestrutura agora dotada de excelentes e muito dignas condições para a prestação de cuidados clínicos à população inscrita.
Quanto à requalificação do Centro de Saúde de Vila Verde, prevista para este verão, trata-se de uma obra prioritária, dado que estamos a falar de uma infraestrutura construída em 1999 onde são evidentes os sinais de desgaste que o uso contínuo e o tempo trouxeram, afetando não só as condições de trabalho dos profissionais que ali trabalham, mas também as qualidade da prestação de cuidados aos utentes que serve.
Evidenciam-se problemas na cobertura e na eficiência da climatização e também infiltrações em alguns espaços de trabalho sendo, por isso, uma intervenção vital. A obra prevê a substituição integral da cobertura, medida essencial para resolver os problemas de infiltrações que têm afetado diferentes zonas da unidade e será também substituído o sistema de climatização por equipamentos mais eficientes e adequados às necessidades atuais, entre outras intervenções nas luminárias e nas fachadas exteriores.
Para reduzir o impacto da obra, está prevista uma execução faseada de modo a evitar que todo o edifício seja intervencionado em simultâneo. Vão ser instalados monoblocos (contentores) no atual parque de estacionamento, permitindo a relocalização temporária de alguns serviços e garantindo a continuidade da atividade assistencial. Esta solução não elimina os transtornos causados mas permite que os cuidados à população não sejam interrompidos. São inúmeros os desafios que se colocam, quer à população inscrita e servida pelo Centro de Saúde, quer aos profissionais que ali exercem as suas funções.
Durante cerca de 3 meses, todos terão de se adaptar às condições temporárias de funcionamento. Será necessário um esforço acrescido dos assistentes técnicos, dos assistentes operacionais, das equipas de enfermagem, médicas e restantes colaboradores. Mas será, também, necessário um esforço de compreensão dos utentes pois o impacto no funcionamento dos serviços será, naturalmente, sentido.
Os circuitos habituais serão alterados, alguns serviços vão funcionar em espaços provisórios e adaptados e o estacionamento também sofrerá alterações. Haverá ruído, mudanças de salas, reorganização de agendas e necessidade de adaptação por parte de todos. Poderá haver tempos de espera diferentes, necessidade de maior pontualidade (pois o estacionamento estará limitado), respeito por novas indicações de circulação e compreensão perante alterações temporárias na localização dos serviços.
Aos utentes apela-se à compreensão. Aos profissionais reconhece-se o esforço e adaptação dos métodos de trabalho às novas condições e às entidades envolvidas pede-se planeamento e rapidez na execução. É um sacrifício que vale a pena porque cada melhoria nas condições de trabalho e atendimento é também uma melhoria concreta na qualidade dos cuidados prestados aos vilaverdenses.



