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Saúde Mental dos Jovens e o Papel do Psicólogo Escolar

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  • Texto de opinião de Catarina Pessoa
    Membro cooptado da CPCJ de Vila Verde.

A elevada taxa de prevalência de perturbações mentais em crianças torna os problemas de saúde mental mais visíveis nos setores de saúde, educação e justiça.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 20% das crianças e adolescentes no mundo sofrem de problemas comportamentais, desenvolvimentais e emocionais. No relatório ‘’Comportamento de Saúde em Crianças em Idade Escolar’’, a OMS revelou um preocupante decréscimo da saúde mental e física dos adolescentes portugueses, comparativamente aos anos anteriores, havendo maior presença de indicadores de mal-estar psicológico como tristeza, stresse e insatisfação.

Estes problemas na infância e na adolescência constituem um dos principais preditores dos problemas de saúde mental na idade adulta: cerca de metade das doenças mentais têm início antes dos 14 anos de idade. Além das crianças diagnosticadas, muitas outras evidenciam problemas, aumentando a probabilidade de dificuldades persistentes como baixo desempenho escolar, problemas relacionais e comportamentos de risco.

A escola tem um papel determinante no que diz respeito à promoção da saúde mental. Esta deve ser proliferada de um modo consistente ao longo do currículo, do ambiente e dos serviços escolares. A missão das escolas é educar cidadãos responsáveis e competentes, para além do domínio das capacidades académicas. Promover o desenvolvimento de competências sociais e emocionais dos nossos jovens é fundamental para que estes tenham uma personalidade e um envolvimento saudável na sociedade.

Os Psicólogos são parceiros essenciais da saúde psicológica na escola, capacitando e apoiando toda a comunidade escolar. Estes profissionais permitem através do trabalho que desenvolvem, aumentar os fatores de proteção da saúde psicológica como a autoestima, resiliência, autorregulação, relações interpessoais, resolução de problemas, competências de comunicação e assertividade; e minimizar os fatores de risco, como por exemplo, consumo de substâncias, bullying, violência, transições escolares difíceis, insucesso e abandono escolar.

O bem-estar e a saúde mental são essenciais para uma aprendizagem bem-sucedida e só podem ser desenvolvidos em cooperação com as escolas. Para se atingirem resultados positivos, é crucial que a promoção da saúde mental seja parte integral das escolas.

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