O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciou esta terça-feira a adesão à greve geral convocada pela CGTP para o próximo dia 3 de junho, com uma paralisação que abrangerá os profissionais de enfermagem do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e das instituições privadas de saúde.
Segundo o pré-aviso de greve publicado hoje, a paralisação decorrerá entre as 00h00 e as 24h00 de 3 de junho, podendo os seus efeitos prolongar-se desde a noite anterior devido ao início de alguns turnos noturnos. O sindicato garante, contudo, o cumprimento dos serviços mínimos legalmente previstos.
Em comunicado, os enfermeiros justificam a adesão com a rejeição das medidas incluídas no pacote de revisão laboral apresentado pelo Governo, defendendo a revogação das que consideram ser “normas gravosas” do Código do Trabalho.
A greve geral foi convocada pela CGTP após o fracasso das negociações em sede de Concertação Social sobre as alterações à legislação laboral. A central sindical acusa o Executivo de avançar com propostas que, na sua perspetiva, fragilizam os direitos dos trabalhadores.
Na semana passada, o Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da legislação laboral, que seguirá agora para discussão na Assembleia da República.
O anúncio do diploma foi feito pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, numa conferência de imprensa realizada após o encerramento sem acordo das negociações com parceiros sociais.
A adesão dos enfermeiros à greve poderá ter impacto significativo no funcionamento dos serviços de saúde, sobretudo em áreas hospitalares e de cuidados continuados, num contexto de crescente contestação sindical às políticas laborais do Executivo.



