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Somos aquilo a que prestamos atenção

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Por Nuno André Costa

Uma das regras de ouro do motociclismo é olhar sempre para onde queremos ir, e não para onde estamos no momento. Se, ao contornar uma rotunda, nos focarmos na saída que queremos tomar, a mota seguirá, fielmente, a nossa vontade.

Se, por contrapartida, nos distrairmos e nos concentrarmos num qualquer buraco próximo, é provável que acabemos com alguns arranhões e uma história dolorosa para contar.

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O mesmo se aplica às nossas vidas. Tudo aquilo em que a mente se centrar, de forma consistente, será aquilo que colheremos durante a nossa existência.

Esta perspetiva é ainda mais relevante porque vivemos num mundo de distrações. De forma contínua, somos bombardeados com volumes de informação sem precedentes e armadilhas à nossa concentração, que nos afastam das responsabilidades e objetivos mais relevantes. Mensagens recebidas a cada minuto, notificações e e-mails em catadupa, redes sociais com murais intermináveis, notícias e publicações com conteúdos que não acrescentam valor.

A distração abunda e o tempo escasseia. A procrastinação agradece. As distrações procuram capturar a nossa atenção e, são, para a nossa mente, o equivalente ao que o açúcar é para o nosso corpo.

Sabendo que há limites para aquilo em que nos conseguimos focar, saber manter o foco é, por isso, fundamental.

Com recurso a 3 simples iniciativas, e de forma gradual, consegui eliminar distrações frequentes e recuperar uma boa parte do foco e produtividade, ganhando tempo precioso e qualidade de vida.

Primeiro, descartar as redes sociais. Abandonar integralmente estes espaços virtuais revelou-se bem mais eficaz do que reduzir a sua utilização. Segundo, a meditação. O poder da meditação decorre da sua simplicidade – fechar olhos e foco na respiração – e dos benefícios associados.

Promove a concentração, fomenta a capacidade de controlar os pensamentos, reduz os níveis de ansiedade e permite aumentar a memória operacional até 30%. Por último, a regra dos 5 segundos de Mel Robbins, uma potente ferramenta para nos fazer passar da intenção à ação. Para acordar imediatamente depois de o despertador tocar, por exemplo, basta apenas…5, 4, 3, 2, 1, e lá vamos nós.

Tal como na condução a duas rodas, é importante manter o foco para onde queremos ir, e não para onde estamos no momento. Reduzir o tempo perdido com distrações, e investir a nossa atenção no desenvolvimento pessoal e profissional contínuo aproximar-nos-á da melhor versão de nós próprios.

Porque, afinal, nós somos aquilo a que prestamos atenção.

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