Os dois ativistas portugueses detidos pelas autoridades israelitas após integrarem a flotilha humanitária Global Sumud regressam a Portugal na manhã de sexta-feira, confirmou a família dos envolvidos. Maria Beatriz Bartilotti Matos e Gonçalo Reis Dias, ambos médicos, encontram-se bem de saúde, apesar de terem relatado episódios de violência durante os dias em que estiveram sob custódia.
Em declarações à RTP / Antena 1, familiares dos dois ativistas revelaram que os portugueses descreveram “três dias de muita violência” por parte das autoridades israelitas, embora não integrem o grupo de detidos que necessitou de assistência médica urgente.
A irmã de Maria Beatriz Bartilotti Matos afirmou já ter conseguido falar com a médica portuguesa, assegurando que o estado de saúde é estável.
“Ela diz que está bem. Que foram três dias de muita violência. (…) Mas ela está bem e já chega amanhã”, afirmou.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já saudou publicamente o regresso dos dois médicos portugueses e condenou os alegados maus-tratos infligidos aos ativistas.
“Ontem mesmo visionámos humilhações públicas de seres humanos e tratamentos indignos que merecem total repúdio e condenação”, declarou o chefe de Estado no encerramento de uma conferência sobre Portugal e a Convenção Europeia dos Direitos Humanos, realizada no Supremo Tribunal de Justiça, em Lisboa.
Na quarta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa recebeu no Palácio de Belém familiares de Maria Beatriz Bartilotti Matos e Gonçalo Reis Dias, numa reunião dedicada ao acompanhamento da situação dos dois portugueses.
Os médicos integravam a flotilha Global Sumud, uma iniciativa internacional de caráter humanitário, quando foram detidos pelas autoridades israelitas. Até ao momento, Israel não divulgou informação detalhada sobre as circunstâncias da detenção dos ativistas portugueses.



