JUSTIÇA –

JUSTIÇA – -

Tribunal de Braga inicia julgamento em que agência egípcia de jogadores pede 239 mil ao Gil Vicente

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

O Tribunal de Braga inicia, na primeira semana de Outubro, um julgamento cível em que uma agência egípcia de prospeção e intermediação de contratos com jogadores de futebol pede o pagamento de 239 mil euros ao Gil Vicente Futebol Clube.

O Tribunal concedeu o adiamento a pedido dos dois contedores. Na acção, a MGB Agency, com sede no Cairo, diz que o clube lhe ficou a dever as verbas contratadas para prospeção de jogadores no país e uma percentagem da venda de dois atletas egipcios que trouxe para o clube barcelense.

O Gil Vicente contestou dizendo que nada deve, porque a MGM nunca fez o trabalho a que se comprometera. E diz que os dois jogadores tinham “fraca prestação desportiva” e quiseram sair.

PUBLICIDADE

Contactado, o Gabinete de Imprensa do clube escusou-se a comentar o tema, dizendo apenas que é um assunto que transita da Direção anterior.

A MGB sustenta que o Gil lhe ficou a dever 12 mil euros do labor de observação de jogadores na época de 2014/15 e 20 mil na época seguinte.

Diz que intermediou a transferência dos jogadores Hossam Hassan e Marwan Mohsen para Barcelos, por 12.500 euros cada, tendo, ainda, ficado acordado que teria direito a uma percentagem de 17 por cento sobre uma eventual venda a outro clube.

Hossam Hassan foi vendido pelo Gil Vicente ao Smoucha SC por 200 mil euros, enquanto Marwan Mohsen foi transferido para o Ismaily SC por 400 mil. Ao todo, com juros, e dado que o clube barcelense nada pagou, pede os 239 mil.

Na resposta, o Gil Vicente afirma que a MGM nunca entregou qualquer trabalho ou relatório das observações efectuadas, pelo que nada tem a pagar nesse capítulo.

Quanto às transferências dos dois atletas para clubes egípcios, argumenta que ambos tiveram “fraco desempenho, não se tendo adaptado ao clube, à cidade e ao futebol português”.

Sublinha, ainda, que os dois jogadores quiseram sair, rescindindo o contrato, e negociaram com a MGB a sua própria transferência, sendo, por isso, eles que têm de pagar a comissão pelo negócio.

Diz que esta regra é a que está em vigor no Regulamento de Intermediação da Federação Portuguesa de Futebol, ou seja, a de que é o intermediário quem tem de pagar a comissão sobre a transferência.

Acrescenta que a saída dos jogadores foi decidida de comum acordo entre eles e o Diretor Desportivo, Pedro Coelho, que reportava directamente à administração, presidida por António Fiuza.

Contrapõe que a acção dos egípcios “viola o princípio da confiança e da boa fé” e pede a condenação da MGM por “litigância de má-fé”.

A colectividade barcelense pede, ainda, a junção aos autos dos contratos feitos, posteriormente, pelos dois jogadores com os clubes locais, Petrojet, Al-Ahly e Smoush SC.

Share on facebook
Partilhe este artigo no Facebook
Share on twitter
Twitter
COMENTÁRIOS
OUTRAS NOTÍCIAS