JUSTIÇA - Tribunal do Trabalho julga recurso de indemnização a ex-gestor do bingo do SC Braga

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Tribunal do Trabalho julga recurso de indemnização a ex-gestor do bingo do SC Braga

O julgamento de revisão de sentença arranca em Setembro no Tribunal do Trabalho de Braga. A perícia informática pedida pelo Supremo Tribunal de Justiça às contas do antigo bingo do Sporting Clube de Braga ficou concluída.

Fonte ligada ao processo revelou a “O Vilaverdense/PressMinho” que o relatório dos peritos não foi conclusivo, pelo que cabe, agora, às partes defender as respectivas posições, ficando a decisão para o juiz titular do processo.

A peritagem ocorreu no âmbito do processo em que o clube foi condenado a pagar uma verba que pode ir dos 574 mil aos  800 mil euros, ao antigo gestor do Bingo, Sebastião Carvalho Campos.

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A perícia envolveu os computadores do antigo Bingo – então situado no edifício do centro comercial Gold Center – e os recibos que foram passados ao então gestor.

A Comissão de peritos, que começou a funcionar em finais de 2017, tem três membros, um nomeado pelo Tribunal, e os outros pelas duas partes.

Os peritos devem intervir no julgamento, para explicar as diligências feitas.

O despacho do Supremo Tribunal, que fez regressar o processo ao Tribunal de Trabalho, prende-se com o recurso de revisão – interposto pelo clube – para revogação da sentença do Tribunal da Relação de Guimarães, que o obriga a pagar aquela verba ao ex-gestor.

Antes, o Sporting de Braga havia prestado uma caução em Tribunal para evitar que a Taça de Portugal, conquistada em 1966 e que se encontra penhorada à ordem do processo desde 2015, fosse levada por Sebastião Carvalho Campos e posta à venda.

O recurso tem como fundamento o de que a sentença foi proferida com base em documento falso, “o qual determinou os montantes elevados dela constantes”, disse o clube aquando do pedido de revisão da sentença.

SC BRAGA NÃO QUER PAGAR

O SC Braga não aceita pagar voluntariamente a dívida, e diz que soube que o ex-gerente do Bingo tinha saído de outras empresas, onde trabalhava ao mesmo tempo que era diretor da sala de Bingo, e onde  também era contabilista.

Ordenou, por isso, que fosse feita uma auditoria à contabilidade do Bingo, tendo verificado que o salário real do trabalhador era de apenas 1.500 euros e que o recibo de vencimento que este apresentou ao tribunal era falsificado, tanto que nem constava do programa de contabilidade onde eram processados os salários.

O advogado de Sebastião Campos, Nuno Albuquerque, escusou-se a comentar o tema.

O ex-gestor ganhava 6.069 euros quando o clube fechou o bingo em 2008, por acumulação de prejuízos, tendo pedido dois milhões de euros de indemnização e salários.

Na ocasião, não houve acordo de rescisão e o caso seguiu para o Tribunal de Trabalho, onde lhe foi dada razão e a sete outros funcionários, por despedimento ilegal.

Estes últimos chegaram a acordo com a colectividade desportiva, tendo três sido reintegrados.