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Tudo sobre ‘Os Conselhos da Noite’, a primeira longa-metragem realizada em Braga, controvérsia e trailer (c/vídeo)

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Já anda pelas redes sociais e pelo YouTube o trailer do filme ‘Os Conselhos da Noite’, uma longa-metragem rodada em Braga, com assinatura de José Oliveira, realizador bracarense. Por aí também já anda a controvérsia sobre se este é, ou não, a primeira ‘longa’ com Braga como cenário.

Vamos por partes. Primeiro, o filme.

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Com um orçamento a rondar os 150 mil euros, o filme conta a história de Roberto, jornalista retirado e desiludido com o seu passado, que “acaba de largar o trabalho no campo numa quinta alentejana, onde se recolheu nos últimos anos” para regressar a Braga, “a sua cidade natal e onde não mete os pés há mais de uma década”, onde espera passar o resto da sua vida, afectada por problemas de saúde.

“Mas, repentinamente, uma potente energia vai rasgar essa terra que julgava parada no tempo. Entre regressos à infância e estranhas asceses, amores proibidos e reencontros inesperados, a vida pulsante que o surpreende na noite e várias formas de arte viscerais, um fôlego incendiário vai tomar conta das suas entranhas rumo a um novo capítulo”, pode lê-se na descrição do filme.

CONTROVÉRSIA

Agora, a controvérsia.

É este filme é a primeira longa-metragem de ficção filmada em Braga? Ou é ‘Má Sina’, de Saguenail, que recebeu em 1996 o Grande Prémio de Ficção do Festival de Cinema da Figueira da Foz?

Aqui fica a resposta de José Oliveira no YouTube:

“Conheço o filme que referem do Saguenail, conheço algumas outras obras filmadas em Braga que encontrei aquando de uma pesquisa (…) mas continuo a considerar, sob alguns aspectos – na minha opinião os fundamentais – a primeira longa-metragem de ficção rodada em Braga. Onde a cidade surge como personagem principal, com actores Bracarenses, banda sonora de bandas e diversos artistas Bracarenses, músicos a interpretarem papéis secundários e principais – e não é apenas o Adolfo Luxúria Canibal mas, por exemplo, o Filipe Palas ou o Fernando Fernandes, entre outros – e um trabalho de argumento no qual os usos, costumes, sotaques, etc., foram trabalhados (bem ou mal, não é isso que está em causa) por argumentistas Bracarenses durante anos. Para não me referir aprofundadamente a todo um mundo mítico e histórico que quem quiser pode aceder secretamente – das antigas catacumbas do [bar] Deslize até às ruínas e catacumbas Romanas (bem ou mal, volto a sublinhar).

Será também a primeira longa-metragem a ter uma ampla estreia a nível comercial, com apoio do ICA e do Município, empresas Bracarenses, etc., valendo isto, obviamente, o que vale.

Portanto, afirmo que nesse sentido é a primeira. Quanto ao filme do Saguenail, rodado integralmente dentro do Theatro Circo, cito um crítico e historiador de cinema que se referiu à obra em questão (Má Sina) nos seguintes termos: “ser em Braga ou não ser em Braga é totalmente indiferente, não há nada de identificável para quem não seja de lá. Podia ser o Teatro das Beiras, o Teatro São João no Porto ou o Teatro Gil Vicente”. Também se podem referir as actualidades guardadas no ANIM passadas em Braga – desde discursos políticos até encomendas turísticas – mas penso que dá para perceber bem o espírito positivo e passional no qual fazemos essa afirmação”.

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