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Turismo em Braga com quebra de 55%

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A taxa de ocupação turística em Braga apresenta uma quebra de 55% devido a situação pandémica do covid-19 que se atravessa, revelou Altino Bessa, defendendo que não basta lançar dinheiro, mas também estratégias para a retoma do sector.

Falando na dupla qualidade de vereador do Turismo na Câmara de Braga e de presidente da concelhia bracarense do CDS-PP, na tertúlia ‘Quais os Desafios para o Turismo?’, promovida pelo partido, Altino Bessa adiantou que “há hotéis na cidade [de Braga] que ainda não abriram portas”.

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“Esta é a prova de que a hotelaria e a restauração se têm ressentido bastante”, afirmou no debate (pela internet) que contou com as presenças de Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, e de Luís Pedro Martins, presidente da Entidade do Turismo Porto e Norte.

“Até 2019 estávamos todos satisfeitos a nível nacional, regional e local com o trabalho desenvolvido no âmbito do turismo. De repente dá-se uma reviravolta no sector que veio fragilizar esta área de actuação”, referiu.

Bessa lembrou que para Braga – acabada de ser distinguida como 2.º Melhor Destino Europeu e que entrava “gradualmente” na rota turística europeia – , o ano de 2020 seria “mais um ano de crescimento incisivo”.

“MUNDO DESABOU”

“De um momento para o outro o mundo desabou e o turismo é um dos sectores mais fustigados”, lamentou

O autarca e líder dos centristas bracarense revelou que as taxas de ocupação turística em Braga “rondam agora os 35%, sendo que no ano transacto, nos meses de Verão, encontravam-se acima dos 90%”

“Urge que debatamos a forma de retoma de crescimento do sector”, sustentou, referindo que o Produto Interno Bruto (PIB) nacional “está muito dependente do turismo”.

“Talvez o PIB nacional não deva ser tão “submisso” ao sector na medida em que esta é uma área, (…) muito exposta a este tipo de conjunturas”, acrescentou.

Altino Bessa defende, assim, a necessidade de se questionar que “mecanismos as entidades possuem para auxiliar os empresários turísticos e de que forma podemos, dadas as circunstâncias, fomentar este sector e que papel têm os municípios neste impulsionamento e retoma”.

“Não basta lançar dinheiro para o sector. São necessárias estratégias para efectivar uma retoma”, avisou.

BANDEIRA DA SEGURANÇA

Já Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, destacou a importância de” manter as empresas a trabalhar para lhes permitir proteger o emprego”.

“Sente-se uma retoma que advém da capacidade que as empresas tiveram em formar e informar os seus colaboradores e clientes. Todos tiveram uma enorme capacidade de se reinventar eliminando constrangimentos”, referiu.

Reconhecendo que existe uma “crise de confiança” do consumidor, geradora de desemprego, Luís Araújo defende que hoje deve ser a bandeira da segurança a “imperar na hora de vender o destino Portugal”.

Recordando que bem recentemente, Portugal foi considerado o terceiro país mais pacífico do mundo, vincou que “estamos mais seguros e mais bem preparados para receber porque estamos focados na segurança do turista”.

TURISMO DE NEGÓCIO E RELIGIOSO

Por sua vez, Luís Pedro Martins, destacou que deve ser reforçada a ideia do “passar férias cá dentro”.

“Temos um território de Douro e Minho com taxas de ocupação interessantes. No entanto, deparamo-nos com as capitais de distrito (Braga e Porto) a padecer de falta de visitantes. Isto leva-nos a afirmar que os territórios de baixa densidade são agora uma mais valia, isto é, o território com ambientes naturais, onde se encontre tranquilidade/segurança e, por isso, passaram a ser os preferidos”, afirmou.

Luís Pedro Martins frisou a importância do turismo de negócios e do turismo religioso, sendo “Braga incubadora de ambas as vertentes”.

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