Cerca de 11% das casas anunciadas para arrendamento em Portugal durante o primeiro trimestre de 2026 desapareceram do mercado em menos de 24 horas, segundo uma análise divulgada pelo idealista. Os dados revelam uma forte pressão sobre o mercado de arrendamento, com algumas regiões do país a registarem níveis particularmente elevados de “arrendamento expresso”.
A ilha de São Miguel, nos Açores, surge destacada no topo da lista, com metade das habitações anunciadas a serem retiradas do mercado em menos de um dia. Seguem-se os distritos de Beja, Évora, Guarda e Vila Real, todos com uma taxa de 33%.
Também a Madeira apresenta um ritmo acelerado de arrendamento, com 19% das casas retiradas em menos de 24 horas. Os distritos de Santarém e Faro registam igualmente valores elevados, de 18% e 17%, respetivamente.
Entre os principais mercados urbanos, Braga apresenta uma taxa de arrendamento expresso de 13%, seguida de Lisboa, com 12%, e Setúbal, com 11%. Já no Porto, apenas 7% das casas arrendadas saíram do mercado em menos de um dia, um valor significativamente inferior ao da capital.
Ao nível das cidades analisadas, Ponta Delgada lidera o ranking nacional, com 50% dos imóveis arrendados em menos de 24 horas, seguida de Évora, que regista 40%. Beja apresenta uma taxa de 33%, enquanto Braga e Lisboa partilham os 13%.
Por outro lado, Vila Real não registou qualquer caso de arrendamento expresso durante o período em análise. As taxas mais reduzidas verificaram-se ainda em Leiria (4%), Porto (6%) e Aveiro e Viana do Castelo, ambas com 7%.
Os dados foram recolhidos e analisados pela idealista/data, área da empresa dedicada à análise de mercado imobiliário para profissionais em Portugal, Espanha e Itália.



