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UMinho lidera projeto europeu de combate à falta de hábitos de leitura

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Um consórcio europeu liderado pela Universidade do Minho (UMinho), que junta dez academias, vai desenvolver, durante três anos, um projeto que visa combater a falta de hábitos de leitura, anunciou a instituição.

Segundo a professora Maria Jesus Cabral, da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas da UMinho, o projeto culminará com a criação de uma plataforma digital que vai acolher uma antologia de textos lidos em voz alta nas várias línguas de origem das universidades participantes.

“A antologia terá 100 textos que vão ser escolhidos pelos investigadores deste projeto e também pelos estudantes, que vão ter um papel muitíssimo ativo”, referiu.

Trata-se do projeto “Lirensemble – Reading Communities, Shaping Identities” (“Ler em conjunto – comunidades de leitura, formação de identidades”, em tradução livre), que é cofinanciado em 250 mil euros pelo programa Erasmus+ e que junta universidades de Portugal, Espanha, Bélgica, Chéquia, Hungria, França e Itália.

“Nós acreditamos muito na importância da leitura como forma também de antídoto para a desinformação e a falta de literacia”, acrescentou Maria Jesus Cabral.

Segundo esta investigadora, a ideia é, desde logo, perguntar à comunidade como é que se lê hoje e criar espaços de comunidades de leitores.

Assim, o projeto tem três dimensões: uma dimensão de investigação, outra de formação avançada e uma outra consubstanciada na plataforma digital.

Todos os anos haverá um colóquio numa das universidades parceiras, em que participarão os professores, docentes e investigadores do projeto, os doutorandos e os jovens investigadores.

“Temos uma semana de programa intensivo só com estudantes, dois de cada universidade parceira, que vão descortinar, trabalhar ou declinar esta noção de comunidade interpretativa”, explicou Maria Jesus Cabral.

Os estudantes vão tentar perceber, designadamente, como se lê hoje e quais são os grandes desafios que se colocam aos cidadãos europeus em termos culturais, interculturais e identitários.

“O objetivo maior é lançarmos a plataforma, fazermos publicações e também criarmos um ‘site’ especificamente para o projeto”, sintetizou Maria Jesus Cabral.

O projeto agrega as universidades do Minho e do Porto (Portugal), Antuérpia (Bélgica), Cádis e Valência (Espanha), Masarykova (Chéquia), Pazmany Peter (Hungria), Paris-Nanterre e Paris 3 (França) e Roma Sapienza (Itália).

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