A Câmara Municipal de Viana do Castelo disponibilizou uma plataforma digital que permite aos cidadãos comunicar a localização de ninhos de vespa asiática (Vespa velutina), reforçando o combate à espécie invasora e a proteção da biodiversidade e da atividade apícola no concelho.
Através da plataforma municipal, os munícipes podem registar os ninhos observados, fornecendo informações essenciais para facilitar a intervenção dos serviços competentes.
No momento da comunicação, deverão ser indicados dados como o nome e contacto telefónico do participante, a data da observação, a localização e as condições de acesso ao local, o suporte onde se encontra o ninho, a altura aproximada, a existência de vespas em voo e outras observações consideradas relevantes.
Segundo a autarquia, a colaboração da população é determinante para otimizar a resposta das equipas responsáveis pela monitorização e remoção dos ninhos, contribuindo para um controlo mais eficaz da expansão da espécie.
De acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a vespa asiática é uma espécie exótica invasora introduzida acidentalmente na Europa, cuja rápida expansão foi favorecida pela ausência de predadores naturais e pela elevada capacidade de adaptação ao clima do sul do continente.
A Vespa velutina distingue-se facilmente da vespa-europeia pelo corpo predominantemente escuro, pelas patas castanhas com extremidades amarelas e pela faixa alaranjada no abdómen. As obreiras medem entre 17 e 32 milímetros, enquanto a rainha pode atingir cerca de 35 milímetros de comprimento.
A subespécie Vespa velutina nigrithorax foi identificada pela primeira vez em França em 2004, alegadamente introduzida através do transporte de mercadorias provenientes da Ásia. A partir daí expandiu-se rapidamente para Espanha, chegando à Galiza em 2012.
Em Portugal, a presença da espécie foi confirmada pela primeira vez em setembro de 2011, precisamente na região de Viana do Castelo, por entomólogos e apicultores, tornando o Alto Minho uma das primeiras zonas do país afetadas pela invasão.
Com esta plataforma, o Município pretende reforçar a vigilância e acelerar a deteção precoce de novos ninhos, apelando à participação ativa da população no combate a uma espécie que representa uma ameaça para as abelhas, para os ecossistemas e, em determinadas circunstâncias, para a segurança das pessoas.



