O prometido Centro de Saúde de Cervães caiu no «esquecimento», diz a estrutura concelhia de Vila Verde do Chega. «O estudo existe, mas a Câmara escondeu-o na gaveta», denuncia a estrutura. A autarquia garante que «o projeto está em marcha e vamos ainda mais longe: em vez de uma requalificação nas instalações existentes, optamos por uma construção de raiz junto ao pavilhão e ao centro escolar de Cervães, em terreno do município».
Em comunicado enviado à nossa redação o Chega questionava: «Porquê? Porque preferiu servir outros interesses, como a passagem da unidade da Vila de Prado para modelo B».
Para a estrutura liderada por Elisabete Rodrigues, «é uma vergonha! Estamos a falar de saúde, não de negócios nem de conveniências políticas». Insurge-se: «O povo de Cervães não pode ser tratado como cidadão de segunda».
Por isso, diz «basta! Nós estamos ao lado da população de Cervães e vamos lutar para que esta unidade de saúde saia finalmente do papel». Para o Chega, «Vila Verde não pode ser governada ao sabor dos interesses de alguns».
CÂMARA GARANTE QUE «ESTÁ EM MARCHA» E ASSEGURA QUE «FOMOS MAIS LONGE»
Instada a comentar as acusações, fonte do município de Vila Verde assegura que «o projeto nunca foi esquecido. Estão distraídos, ou não conhecem o terreno. Pelo contrário, está em marcha». E assinala: «em vez de uma requalificação nas instalações existentes, optamos por uma construção de raiz junto ao pavilhão e ao centro escolar de Cervães, em terreno do município».
A mesma fonte explica que, com a passagem das competências para as autarquias ao nível do sector da saúde, a câmara acautelou com o Ministério da Saúde a sua inclusão nos projetos que tínhamos enquadrados para o sector».
Por isso, «com o terreno garantido, certamente vai arrancar muito em breve e servir a população de Cervães, que sempre mereceu a nossa máxima atenção».
E conclui: «é importante informar bem, com conhecimento dos dossiers e dos projetos. Não vale tudo. A desinformação acaba por sair cara. Basta perguntar. Temos que ser sérios».



